A embaixada dos Estados Unidos detalhou nesta terça-feira, 16,a que houve uma "negociação minuciosa" de vários meses entre os dois países para chegar ao acordo. Segundo o documento, Washington colaborará com a formação, o equipamento e o apoio à investigação, à interceptação e ao desmantelamento de redes internacionais de narcotráfico.
O acordo também ajudará na investigação de crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro e corrupção, e contribuirá para melhorar a transparência e a prestação de contas na polícia e no sistema judicial, segundo o documento.
O presidente boliviano Rodrigo Paz e o governo dos Estados Unidos normalizaram suas relações diplomáticas um dia após o mandatário boliviano assumir a presidência, promovendo uma mudança em relação a quase 20 anos de governos do Movimento ao Socialismo (MAS) dos ex-presidentes Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025).
Paz retomou a colaboração com a Administração de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês) dos EUA em março. A polícia boliviana capturou o suposto narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, um dos mais procurados, que depois foi entregue aos Estados Unidos.
Além da Bolívia, representantes do Chile, Argentina, Peru e Equador também assinaram um acordo para criar um plano de combate ao crime organizado nos países, em um encontro no Chile no final de maio. Os países ainda vão se reunir novamente para avaliar o trabalho e os avanços no período.
Nesta semana, a Bolívia anunciou que se prepara para adotar uma taxa de câmbio flutuante e espera firmar um acordo de financiamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI) após realizar uma reforma cambial.
Com informações da Associated Press
(Com Agência Estado)
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