O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou ser favorável a suspensão do voto secreto para vetos do governo na Assembleia Legislativa (ALMT). A medida foi deferida pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça (TJMT) e divide os deputados estaduais. O presidente da AL, Max Russi (Podemos), é contrário e garantiu que vai acionar a Procuradoria da Casa para derrubar a decisão. Otaviano Pivetta, por sua vez, defendeu a transparência das discussões na AL.
"Eu recebo com tranquilidade. Se na interpretação da Justiça o voto tem que ser aberto, que seja aberto, né?", falou o governador sobre a decisão no Resumo do Dia. "Eu defendo que sim. Eu defendo o máximo de transparência possível em tudo que é função pública, não só legislativa, mas executiva, judiciária, defendo transparência", emendou Otaviano.
O fim da medida começou a ser tratado no TJ após a manutenção do veto do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) ao reajuste do 6,8% dos servidores do Judiciário. A sessão foi promovida em 3 de dezembro de 2025. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat) impetrou um mandado de segurança, que foi acolhido pelo desembargador Márcio Vidal para acabar com a modalidade de voto.
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O primeiro-secretário da AL, Dr. João (MDB) e Eduardo Botelho (União Brasil), membros da base do governo, estão com Max Russi na ala de deputado contrários a decisão. Na contramão dos cenários comum em que a oposição é divergente ao governo, Lúdio Cabral (PT), acompanha Otaviano Pivetta, pela manutenção do deferimento do TJ.
O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho (PRD), responsável por articular com os deputado os projetos do Executivo na AL, levantou o questionamento sobre os efeitos da decisão, se o fim do veto é restrito ao reajuste dos servidores do Judiciário ou se abrangerá as futuras votações.
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