Os bombeiros foram acionados por volta das 4h50 para conter o fogo em um imóvel e acabaram encontrando um homem de 37 anos ensanguentado, caminhando pela via pública. À polícia, o homem relatou inicialmente ter sido atacado por integrantes de uma facção criminosa por conta de uma dívida, afirmando que se trancou na moradia e usou um botijão de gás de cozinha para atear fogo na estrutura.
Ao chegarem ao endereço, os socorristas da unidade de resgate interceptaram o morador, que apresentava múltiplas perfurações por arma branca. Os bombeiros realizaram os procedimentos de atendimento pré-hospitalar de urgência, aplicando curativos compressivos para conter os sangramentos severos, e o encaminharam imediatamente para receber atendimento médico especializado no Hospital Regional de Sinop.
No entanto, já na unidade hospitalar, a história ganhou uma reviravolta: demonstrando fala desconexa e visível estado de embriaguez, a própria vítima mudou a versão dos fatos e confessou que a maioria das lesões de faca havia sido provocada por ele mesmo.
Paralelamente ao socorro médico, a equipe de combate a incêndio deslocou-se com a viatura auto bomba tanque até a residência em chamas. Os militares realizaram uma varredura tática minuciosa no interior do imóvel para descartar a hipótese de haver outras pessoas presas na edificação, mas nenhum outro ocupante foi localizado no local.
Para extinguir o fogo que consumia a estrutura, a corporação utilizou aproximadamente 2 mil litros de água. Devido ao avanço rápido do sinistro e à intensidade do calor, as labaredas acabaram se alastrando para a área de vegetação e mata ao redor da propriedade, exigindo um combate direto complementar dos bombeiros para extinguir os focos adjacentes.
Uma equipe da Polícia Militar isolou o perímetro urbano e registrou o boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Judiciária Civil como lesão corporal e incêndio consumado. Devido às contradições apresentadas pelo morador e à falta de informações precisas ou características físicas dos supostos cobradores, não foi possível identificar nenhum suspeito no perímetro.
O caso agora deverá ser investigado pela Polícia Civil para apurar se o episódio tratou-se de um surto psicótico ou de uma tentativa de homicídio simulada pela vítima sob efeito de álcool, enquanto o local passará por perícia técnica da Politec.
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