O deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Júlio Campos (União Brasil), confirmou, nesta quinta-feira (5), a demissão imediata de um assessor de seu gabinete, investigado pela Operação Déjà Vu. A ação, deflagrada pela Polícia Civil, apura um esquema de fraude no sistema da dívida ativa da Prefeitura de Cuiabá.
O servidor, Ildefonso Nilo da Silva Neto, é suspeito de utilizar credenciais indevidas para cancelar ilegalmente Certidões de Dívida Ativa (CDAs), o que teria causado prejuízo estimado em R$ 2,7 milhões aos cofres públicos. Segundo Campos, a exoneração ocorreu no mesmo dia em que a operação foi divulgada.
“Servidor que não estiver dentro da lei e da ordem é demitido sumariamente”, afirmou.
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O parlamentar destacou que não tolera irregularidades em seu gabinete e explicou que o investigado atuava como assessor externo, com salário de cerca de R$ 3,5 mil, sem funções estratégicas. Apesar disso, o nome do servidor foi associado a movimentações suspeitas.
“Infelizmente, parece que estava comprometido o seu telefone com algumas ligações perigosas em termos de impostos na Prefeitura de Cuiabá”, disse.
O ESQUEMA
A Operação Déjà Vu investiga a invasão e uso indevido do sistema GATweb, responsável pela gestão da dívida ativa de Cuiabá. Entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, o grupo teria realizado mais de 133 mil cancelamentos irregulares de CDAs. A fraude foi identificada após a Procuradoria-Geral do Município detectar queda atípica nos registros de cobrança.
Além do ex-assessor parlamentar, a operação também teve como alvos ex-servidores da Prefeitura e advogados, que cumprem medidas cautelares, como restrição de acesso a órgãos públicos e uso de tornozeleira eletrônica.
REPERCUSSÃO
Embora Júlio Campos não seja investigado, o caso trouxe desgaste político ao gabinete. O deputado reforçou que sua postura foi de afastamento imediato e colaboração com as autoridades. As investigações continuam para apurar responsabilidades e identificar beneficiários do esquema.
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