A Câmara Municipal de Cuiabá vive uma escalada de pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) envolvendo a atual gestão e a administração anterior, em meio ao aquecimento do cenário eleitoral de 2026.
O primeiro foco recaiu sobre o secretário municipal de Trabalho, Wiliam Leite, ex-chefe de gabinete do prefeito Abilio Brunini (PL). As suspeitas ganharam repercussão após o próprio prefeito levantar questionamentos nas redes sociais, em janeiro.
Nesta semana, o vereador Daniel Monteiro (Republicanos) protocolou pedido de investigação, sob o argumento do dever constitucional de fiscalização. No entanto, na quarta-feira (4), o Ministério Público de Mato Grosso arquivou a apuração. Segundo o MPMT, perícia técnica não identificou indícios de ilegalidades nem prejuízo ao patrimônio público.
Apesar do arquivamento, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) defendeu, em plenário nesta quinta-feira (5), a continuidade da apuração por meio de CPI. “A CPI não é uma condenação, é uma pergunta que deve ser respondida”, afirmou, ao tentar reunir as oito assinaturas necessárias para a abertura da comissão.
Em reação, a base aliada do prefeito apresentou pedidos de CPI contra a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). O vereador Ilde Taques protocolou requerimento para investigar Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados entre 2019 e 2024.
Paralelamente, o líder do governo na Câmara, Dilemário Alencar (União Brasil), coleta assinaturas para instaurar uma CPI sobre o programa municipal de crédito, incluindo a parceria com a Credisol. A proposta prevê a análise dos critérios de concessão e da transparência do modelo conhecido como “juro zero”.
Daniel Monteiro afirmou que a movimentação da base governista faz parte de uma articulação com o prefeito para atingir o limite regimental de cinco CPIs simultâneas. Segundo ele, ao alcançar esse teto, ficaria automaticamente inviabilizada a CPI para investigar Wiliam Leite.
FOCO NA LICITAÇÃO
Enquanto os novos pedidos tramitam, a CPI da CS Mobi, que apura o contrato do estacionamento rotativo, avançou para uma nova fase. Sob a presidência do vereador tenente-coronel Dias (Cidadania), a comissão passou a concentrar a investigação no processo licitatório de 2019 que deu origem à Parceria Público-Privada (PPP).
Os vereadores apuram possíveis indícios de direcionamento e a ausência de chamamento público nos estudos que fundamentaram a concessão.
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