"Nos mantemos prontos para agir sobre juros, se necessário. Estamos preparados para fazer o que for necessário. Nossa política é ágil. O monitoramento salarial nos guia rumo à moderação", ponderou ela.
Lagarde, por outro lado, defendeu que o BCE está em uma boa posição e acredita que está em uma situação "amplamente equilibrada" em termos de riscos, ainda que não esteja observando uma redução na gama de riscos presentes.
A chefe do BC europeu ressaltou que o crescimento econômico está acontecendo principalmente por serviços, principalmente TI e comunicações, e que o mercado de trabalho está sustentando os rendimentos. Ela destacou que o setor manufatureiro permanece resiliente, apesar das dificuldades comerciais, mas que é importante fortalecer a zona do euro no contexto geopolítico.
Segundo ela, as empresas estão investindo cada vez mais em tecnologia digital, mas é preciso fortalecer ainda mais o investimento empresarial. Na avaliação de Lagarde, os gastos dos governos devem contribuir para a demanda interna e o aumento planejado nos gastos fiscais pode impulsionar o crescimento mais do que o esperado.
Ainda no ambiente doméstico europeu, Lagarde destacou que o mercado interno está respondendo fortemente e que o consumo está melhorando, com o investimento sendo "o grande destaque". Em relação à inteligência artificial (IA), ela ressaltou que acompanha os impactos da tecnologia na produtividade e inflação, mas mencionou que ainda levará tempo.
Fora da Europa, Lagarde disse que conhece Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no lugar de Jerome Powell a partir de maio, e que seu nome é "bem-vindo" para a posição.
(Com Agência Estado)
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