O senador e pré-candidato ao governo, Jayme Campos (União Brasil), lamentou o encaminhamento do presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, que condicionou o apoio do partido ao senador e presidenciável, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à desistência do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa ao Palácio Paiaguás. A proposta de Marcos Pereira, caso seja validada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, beneficia o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição.
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"Eu acho que não é nada democrático isso aí. Seria o fim do mundo afastar a candidatura de uma pessoa num estado em detrimento de apoio para outro possível candidato a presidente da República. Então, para mim não é uma boa prática, isso não é republicano", opinou o senador nesta quinta-feira (25).
Jayme ironizou, afirmando que "não é republicano" o partido de Pivetta negociar uma aliança em escala nacional por uma chapa ao governo. Ele também ressaltou a experiência do companheiro de bancada no Senado.
"Já vi muitas vezes combinados em termos de participação de governo, mas não negociando a candidatura de uma pessoa do quilate, do tamanho de Fagundes... isso é muito triste. Lamentavelmente o cenário político brasileiro está sendo feito com esses acordos", falou Jayme Campos.
O Republicanos ronda a nacional do PL há alguns meses. Em maio deste ano, Marcos Pereira procurou Valdemar em seu gabinete para discutir proposta feita pelo deputado federal José Medeiros (PL), que tentava puxar o tapete de Wellington, apoiando Pivetta já no primeiro turno. Valdemar enterrou a possibilidade, voltando a endossar o apoio do PL a Fagundes.
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Uma semana antes de Marcos Pereira procurar o presidente do PL, Valdemar esteve em Cuiabá para reunião com o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) no Edifício Advanced. Pivetta era aguardado, mas o governador negou ter participar. Mauro retomou o diálogo sobre palanque único da direita com Pivetta como candidato, mas Costa Neto não aceitou.
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