Os comentários do dirigente ocorrem em meio a alegações do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, de que a Otan seria "ativamente cúmplice" na guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel contra Teerã.
Em relação à posição sobre o Estreito de Ormuz, Rutte disse que os países individuais da Otan já manifestaram seus posicionamentos, mas afirmou o que o bloco pode avaliar de que maneira pode ser útil se for para restaurar a livre navegabilidade pela via.
Rutte também observou que faz sentido a pressão para que os países ampliem seus gastos com defesa, enquanto salientou que isso tem surtido efeito com o maior comprometimento das nações europeias com ampliação de suas capacidades.
Questionado sobre a angústia de algumas pessoas em relação à suposta lentidão de países europeus nesse processo de ampliação de suas capacidade em um momento em que os EUA indicam que estão diminuindo sua presença no continente, Rutte destacou que os números revelam que há progresso no sentido de aumento de capacidades, mas observou que se leva um tempo entre o comprometimento e os resultados efetivos.
'Otan se comprometerá a apoiar a Ucrânia na cúpula'
Mark Rutte afirmou que o bloco se comprometerá a apoiar a Ucrânia durante a cúpula do organismo que será realizada nos dias 7 e 8 de julho de 2026 em Ancara, na Turquia.
O secretário da Otan afirmou que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, participará do evento.
"Ucrânia segue firme e nos lembra que liberdade é algo pelo qual se vale a pena lutar", disse Rutte em sua participação em evento do Conselho do Atlântico, em Washington.
(Com Agência Estado)
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