"Se eles o Irã não cumprirem sua parte do acordo, se não negociarem de boa fé, se não estiverem preparados para finalmente abandonar essa obsessão com o programa nuclear, as sanções serão reimpostas e todas as opções estarão sobre a mesa", afirmou Waltz nesta quarta-feira, em entrevista à Fox News.
De acordo com o representante estadunidense, os recursos desbloqueados vão ser depositados em uma conta de garantia controlada pelos EUA. Com os recursos, Teerã será obrigada a comprar os excedentes de safras dos agricultores do país, como trigo, soja e outros produtos agrícolas.
Segundo Waltz, economia iraniana está "devastada", assim como o exército do país, enquanto a situação do Líbano teria melhorado. "Pela primeira vez na história, temos negociações diretas entre o governo libanês e o governo israelense, com o objetivo de finalmente desarmar o Hezbollah".
Em paralelo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, endureceu o tom e demonstrou desconfiança em relação aos Estados Unidos. Em uma publicação na rede social X, Baghaei afirmou que os americanos devem seguir o imposto pelo acordo e evitar interpretações que estejam em "total desacordo" com o texto do tratado.
"As declarações contraditórias de autoridades americanas a respeito do memorando de entendimento para pôr fim à guerra imposta não farão nada para diminuir a desconfiança acumulada dos iranianos e servirão apenas como um lembrete de quebras de confiança passadas", escreveu o porta-voz.
(Com Agência Estado)
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