Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, foi assassinada dentro da própria residência na terça-feira (23), em Guarantã do Norte (715 km de Cuiabá). O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, de 33 anos, que é procurado pela polícia. A identidade dele não foi divulgada.
Segundo a Polícia Civil, vizinhos acionaram as equipes de segurança após perceberem a situação. No local, os policiais encontraram Gleici já sem vida, com um ferimento na região da cabeça causado por disparo de arma de fogo.
Durante os trabalhos de investigação, os agentes localizaram próximo ao corpo um cartucho de espingarda. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os levantamentos e coletar elementos que possam auxiliar na apuração do crime. Testemunhas informaram à polícia que Gleici mantinha um relacionamento com o suspeito e que o casal tinha histórico de discussões frequentes.
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O caso ganhou ainda mais atenção após o Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero informar que a vítima já havia solicitado uma medida protetiva contra o companheiro, mas pediu a retirada da proteção judicial no ano passado.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero, Mariell Antonini, explicou que o rompimento do ciclo de violência nem sempre acontece de forma simples e que diversos fatores podem dificultar a decisão das vítimas.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, afirmou.
Ainda segundo Mariell, a violência doméstica costuma seguir um ciclo de agravamento e pode evoluir para situações extremas. “A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, destacou.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e realiza diligências para localizar o suspeito.
Com informações do G1
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