O vereador por Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), declarou estar “surpreso” com a estratégia elaborada pela presidente da Câmara de Cuiabá Paula Calil (PL) de definir sua candidatura à reeleição na Mesa Diretora como "Plano A", enquanto o vereador Dilemário Alencar (UB) assumiria a posição de "Plano B", caso a mudança regimental que viabiliza a candidatura de Calil não seja pleiteada pela Casa de Leis. A definição foi consentida por 14 parlamentares após jantar realizado na casa de Paula nesta segunda-feira (22).
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Questionado se Dilemário teria lhe informado previamente sobre o arranjo estratégico, Ilde afirmou que recebeu uma ligação do colega logo após a reunião, mas foi enfático ao ressaltar sua surpresa diante da negociação. Taques também reforçou que Alencar já havia vetado anteriormente a mudança no Regimento Interno que proíbe a reeleição consecutiva para a presidência, exigindo uma mudança que demanda o voto de pelo menos 18 dos 27 vereadores.
“O Dilemário sempre se posicionou contra a mudança do regimento. Ontem na conversa eu fiquei um pouco surpreso, fizeram essa reunião e ele me ligou depois da reunião. O Dilemário é uma pessoa muito educada, muito republicana, e ele me disse que fez esse compromisso, esse acordo, de votar o regimento, e caso o regimento não passe, ele seria o candidato”, ressaltou Ilde, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (23).
Apesar do acordo entre o grupo político, Ilde Taques reafirmou sua candidatura pontuando que alguns parlamentares na Casa de Leis Municipal não concordam com a estratégia adotada por Paula e Dilemário.
“Eu converso com vereadores daquele grupo diariamente, toda semana. Nem todos concordam que depois, se a Paula não passar, o Dilemário tem que ser o candidato”, afirmou o vereador, sem citar os colegas nominalmente.
Adotando um tom otimista, Taques reforçou que o tabuleiro político para as eleições da presidência no biênio 2027-2028 ainda poderiam ganhar novos contornos, já que, mesmo com a estratégia adotada pelo grupo, Paula Calil ainda segue impedida de disputar o pleito.
“Eu mesmo comecei com 18 votos, praticamente, e o tabuleiro foi se movimentando, a Paula decidiu tentar disputar, porque ela ainda não pode disputar, ela precisa de dois terços, que seriam 18 votos, e ontem na reunião tinha 14. Então, de 14 para 18 ainda falta muito chão”, concluiu Ilde.
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