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Brasil Quarta-feira, 24 de Junho de 2026, 10:56 - A | A

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Quarta-feira, 24 de Junho de 2026, 10h:56 - A | A

EXTRAPOLOU LIMITE

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro aciona TCU e PGR contra publicidade do governo Lula

Senador afirma que governo ultrapassou limite legal de publicidade em 2026 e pede auditoria, suspensão de campanha e investigação pela PGR

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou na terça-feira, 23, representações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos documentos, o parlamentar acusa o governo federal de ter extrapolado o limite de gastos com publicidade em ano eleitoral.

Segundo os cálculos apresentados pelo senador, o governo já empenhou R$ 785,7 milhões em publicidade institucional no primeiro semestre de 2026, valor que superaria o teto permitido em R$ 167,6 milhões (excesso de 27%).

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) foi procurada por e-mail, mas não se manifestou até a publicação desta matéria pelo jornal O Estado de S. Paulo, no fim da noite da terça-feira.

Marinho também mira uma campanha específica: a peça publicitária "Tempo com a Família", lançada para defender o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo o senador, a iniciativa consumiu cerca de R$ 80 milhões e "pode ser interpretado como exemplo do uso da máquina pública para deslegitimar posições políticas divergentes".

O senador afirma que a campanha possui "evidente potencial de impacto eleitoral" e que o Planalto busca disputar a "paternidade política da proposta em ano eleitoral, em contexto de baixa popularidade presidencial".

Além disso, Marinho relembrou um precedente do TCU. Segundo o senador, em 2019 o tribunal suspendeu uma campanha publicitária do governo Bolsonaro sobre o Pacote Anticrime - conjunto de medidas de segurança pública enviado ao Congresso. O argumento era o mesmo: o de que não é legítimo usar publicidade oficial para promover proposta legislativa ainda em tramitação.

"A coerência institucional exige que parâmetros jurídicos de mesma natureza conduzam aos mesmos resultados, independentemente do governo de ocasião", diz o senador.

Ao TCU, Marinho pede auditoria emergencial na Secom, medida cautelar para suspender imediatamente a campanha da escala 6x1 e aplicação de multa aos responsáveis. À PGR, pede a abertura de procedimento investigatório.

(Com Agência Estado)

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