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Política Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 21:35 - A | A

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Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 21h:35 - A | A

"É LEGÍTIMO QUE FAÇA"

Mauro diz que convenção do União Brasil decidirá candidatura e evita confronto com Jayme

Ex-governador afirma que senador tem legitimidade para disputar o Palácio Paiaguás, rejeita pré-convenção e reforça que decisão caberá aos convencionais do partido

CAMILA RIBEIRO E GABRIEL BARBOSA
Da Redação/ Do Local

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), adotou um tom conciliador ao comentar, nesta terça-feira (23), a pré-candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil) ao Governo do Estado. Durante o lançamento de sua pré-campanha ao Senado e da pré-candidatura da esposa, Virginia Mendes, à Câmara dos Deputados, Mauro afirmou que a definição sobre quem representará o partido na disputa ao Palácio Paiaguás caberá exclusivamente à convenção da legenda.

Questionado sobre a ausência de Jayme no evento, Mauro descartou qualquer anormalidade e ressaltou que o senador tem legitimidade para buscar a candidatura.

"O Jayme está construindo a candidatura dele e eu já falei sobre isso muitas vezes. Qualquer membro do partido pode pleitear a vaga de governador, de senador, de deputado federal ou de deputado estadual. Ele está fazendo a campanha dele, é legítimo que faça, qualquer um pode fazer. Eu vou fazer a minha e outros farão as suas", declarou.

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O ex-governador reforçou que a escolha dos candidatos não será uma decisão individual, mas sim dos convencionais do partido durante a convenção estadual.

"A decisão será da convenção. São 50 convencionais que vão decidir os destinos da União Brasil. Não é Mauro Mendes e nem muito menos A, B ou C", afirmou.

SEM ESPAÇO PARA PRÉ-COVENÇÃO

Mauro também voltou a rejeitar a possibilidade de realização de uma pré-convenção para antecipar a definição da candidatura ao Governo do Estado. Segundo ele, esse mecanismo não existe no estatuto do partido.

"Não existe esse instrumento na regra partidária. Eu não tenho o poder, e ninguém aqui tem, para criar uma regra partidária que não existe nos estatutos do partido. Ponto final", disse.

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Na condição de presidente estadual do União Brasil, Mauro explicou que cabe à direção apenas convocar a convenção, prevista para ocorrer no início de agosto, quando também serão homologadas as candidaturas proporcionais e majoritárias.

"Cabe a mim, como presidente da União Brasil, marcar essa data. Depois vamos reunir a União Progressista e tomar as decisões de quem serão os candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual", afirmou.

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