O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) formalizou o pedido de exoneração do secretário parlamentar de seu gabinete em Brasília, Marcos Roberto Alves Dantas, de 54 anos, alvo de uma operação da Polícia Civil por supostamente atuar ilegalmente como terapeuta ocupacional.
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Marcos Roberto foi contratado em 2023, no início do mandato de Fábio Garcia na Câmara dos Deputados. Ao ser convidado pelo ex-governador Mauro Mendes (UB) para assumir a Casa Civil e a suplente Gisela Simona (UB) assumiu o mandato, Fabio acordou com a correligionária que os servidores seriam mantidos. Dessa forma, Marcos permaneceu na equipe durante a transição.
A operação policial foi realizada na última quinta-feira (18), em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá. A ação contou com o acompanhamento do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9).
De acordo com a investigação, Marcos não apresentou registro profissional nem formação compatível para o exercício da atividade de terapeuta ocupacional. Os policiais também constataram que a clínica funcionava de forma improvisada em um imóvel residencial, sem alvará de funcionamento.
Durante as diligências, os agentes encontraram uma nota fiscal no valor de R$ 15,3 mil referente a serviços prestados como terapeuta ocupacional.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso continua sob investigação na Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon). O suspeito poderá responder pelos crimes de exercício ilegal da profissão, uso de documento falso e crime contra a fé pública.
LEIA NOTA NA ÍNTEGRA DE FABIO GARCIA
"O gabinete do deputado federal Fábio Garcia esclarece que Marcos Roberto Alves Dantas foi exonerado do cargo de forma imediata, assim que o gabinete tomou conhecimento das acusações que recaem sobre ele.
As condutas que são objeto de apuração pela Polícia Civil de Mato Grosso não eram de conhecimento do parlamentar e referem-se a atividades de caráter estritamente pessoal, sem qualquer relação com as funções exercidas no gabinete. O parlamentar defende ainda que todos os atos sejam investigados e que as autoridades adotem as medidas cabíveis, nos termos da lei".
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