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Polícia Sexta-feira, 19 de Junho de 2026, 09:58 - A | A

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Sexta-feira, 19 de Junho de 2026, 09h:58 - A | A

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Falso terapeuta ocupacional atendia crianças com autismo em clínica irregular de Cuiabá

Fiscalização encontrou homem sem formação ou registro profissional atuando em espaço sem alvará sanitário no Altos do Coxipó

DA REDAÇÃO

Um homem de 54 anos que se apresentava como terapeuta ocupacional foi flagrado exercendo a profissão de forma irregular durante uma ação conjunta da Polícia Civil, do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e da Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá. A fiscalização ocorreu na manhã de quinta-feira (18), em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó. 

Segundo as investigações, o suspeito realizava atendimentos, principalmente de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação acadêmica ou registro profissional que o habilitasse a atuar na área.

A fiscalização teve início após uma denúncia recebida pelo Crefito-9, informando que o homem estaria se passando por terapeuta ocupacional e oferecendo serviços especializados de forma irregular.

Durante a vistoria, equipes da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e fiscais do Conselho constataram que o suspeito não possuía qualquer habilitação legal para exercer a atividade. Os atendimentos eram realizados em uma clínica instalada em um imóvel residencial, onde eram oferecidos serviços típicos da terapia ocupacional.

Além da atuação irregular, a Vigilância Sanitária verificou que o estabelecimento funcionava sem alvará sanitário e sem as autorizações exigidas para esse tipo de atividade. Os fiscais também identificaram possíveis inadequações na estrutura física do local para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.

No decorrer da fiscalização, foram apreendidos documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal referente à prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades é a suspeita de que alguns dos pacientes atendidos possam ter sido encaminhados por decisões judiciais que determinam ao poder público o custeio de tratamentos especializados. Essa possibilidade será investigada pela Polícia Civil.

O delegado da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação conjunta dos órgãos fiscalizadores busca proteger consumidores e pacientes de possíveis riscos causados por pessoas sem qualificação profissional.

“Trata-se de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, coloca em risco a segurança dos pacientes e compromete a confiança da população nos serviços especializados”, afirmou.

A Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar a prática de exercício ilegal da profissão e investigar possíveis crimes relacionados ao uso de documentos falsos, falsidade ideológica ou outras irregularidades que possam surgir durante o andamento das investigações.

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