"Imparcialidade não se confunde com indiferença. É preciso caminhar com firmeza, mas do lado da serenidade", disse durante o seminário "A Justiça do Amanhã", no Rio de Janeiro.
"Um futuro sem ética é apenas uma versão refinada de retrocesso. Dentro da Justiça, estamos diante da questão de saber se seremos capazes de deixar um legado de instituições mais sólidas, éticas e confiáveis. Essa é uma pergunta desafiadora", complementou.
Ao abordar os desafios dos próximos 75 anos do século XXI, Fachin fez uma analogia com a imagem da Justiça, representada pela estátua da deusa Têmis, símbolo do equilíbrio, da imparcialidade e da autoridade das instituições.
"Talvez agora precisemos de olhos bem abertos para enxergar realidades complexas que os autos e os números nem sempre conseguem revelar. Talvez, em vez da espada, precisemos da mão estendida para recordar que a finalidade da Justiça é construir possibilidades de convivência", afirmou.
O ministro participa do evento organizado pela República.org, IDG e Museu do Amanhã.
(Com Agência Estado)
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