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Justiça Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026, 18:35 - A | A

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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2026, 18h:35 - A | A

MANDADO DA JUSTIÇA

Professor da UFMT investigado por assédio é preso por descumprir medidas cautelares

Saulo Tarso Rodrigues foi detido nesta segunda-feira (10), em Várzea Grande; policiais precisaram usar dispositivo de condução elétrica para contê-lo

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Reprodução

Professor de direito da UFMT Saulo Tarso Rodrigues

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Saulo Tarso Rodrigues foi preso na tarde desta segunda-feira (10), no bairro Marajoara, em Várzea Grande, por descumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça. O mandado foi cumprido por policiais no âmbito do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá.

Durante o cumprimento da ordem judicial, foi necessário conter o professor com o uso de dispositivo de condução elétrica, diante da resistência apresentada no momento da prisão.

 

LEIA MAIS: Reitora da UFMT afasta professor condenado por stalking contra ex-mulher

Saulo é investigado em um caso envolvendo a ex-companheira e já foi condenado pela Justiça pelo crime de perseguição, conhecido como stalking. A decisão reconheceu que a conduta do professor ultrapassou tentativas de reaproximação e configurou crime previsto no Código Penal. Ele apresentou recurso contra essa condenação. 

Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), entre setembro e outubro de 2022, Saulo enviou repetidos e-mails à ex-companheira, mesmo sem autorização ou interesse dela em manter contato. As mensagens, segundo o processo, exigiam encontros presenciais e apresentavam tom intimidatório.

A sentença aponta ainda que o professor fazia referências aos horários de trabalho da vítima e encaminhava questionamentos que provocaram medo e abalo emocional.

O relacionamento entre os dois durou aproximadamente 13 anos e terminou em 2017. Segundo os autos, anos após a separação, Saulo passou a insistir em contatos considerados invasivos pela Justiça.

AFASTAMENTO DA UFMT

Antes da prisão, Saulo já havia sido afastado provisoriamente das atividades na UFMT. A medida foi publicada em portaria assinada pela reitora Marluce Aparecida Souza e Silva.

Conforme o documento, o professor permaneceria afastado de todas as atribuições do cargo, sem prejuízo da remuneração, até a conclusão dos trabalhos da Comissão de Investigação Preliminar instaurada pela universidade.

A portaria estabelece que o afastamento poderá ser revogado caso deixem de existir os motivos que o justificaram. O documento também determina que a medida não conste no histórico funcional do servidor.

Segundo dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), Saulo recebe salário bruto mensal de R$ 20,6 mil.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quais medidas cautelares teriam sido descumpridas pelo professor e sobre a investigação administrativa conduzida pela UFMT.

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