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Cidades Sábado, 25 de Julho de 2026, 14:07 - A | A

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BAIXA EM DIREITO

Reitora da UFMT afasta professor condenado por stalking contra ex-mulher

Saulo permanecerá afastado de todas as atribuições do cargo, mas continuará recebendo salário de R$ 20 mil

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Reprodução

Professor de direito da UFMT Saulo Tarso Rodrigues

O professor Saulo Tarso Rodrigues, condenado pela Justiça por perseguir a ex-companheira, foi afastado provisoriamente das atividades na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A medida foi publicada em portaria assinada pela reitora Marluce Aparecida Souza e Silva nesta sexta-feira (25).

Conforme o documento, Saulo permanecerá afastado de todas as atribuições do cargo, sem prejuízo da remuneração, até a conclusão dos trabalhos da Comissão de Investigação Preliminar instaurada pela universidade. A portaria não informa os motivos que levaram ao afastamento.

Segundo a decisão administrativa, a medida cautelar poderá ser revogada a qualquer momento caso deixem de existir os motivos que a justificaram. O documento também estabelece que o afastamento não deverá constar no histórico funcional do servidor.

De acordo com o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), o professor recebe salário bruto mensal de R$ 20,6 mil.

STALKING

Na última segunda-feira (21), Saulo Tarso Rodrigues foi condenado pelo crime de perseguição, conhecido como stalking, praticado contra a ex-companheira.

De acordo com denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), entre setembro e outubro de 2022, o professor enviou repetidos e-mails à vítima, mesmo sem autorização ou interesse dela em manter contato.

Segundo o processo, as mensagens exigiam encontros presenciais e continham tom intimidatório. A sentença destaca que Saulo fazia referências aos horários de trabalho da ex-companheira e encaminhava questionamentos que provocaram medo e abalo emocional na vítima.

Conforme os autos, o casal manteve um relacionamento por aproximadamente 13 anos e se separou em 2017. Ainda assim, anos após o término, o professor passou a insistir em contatos considerados invasivos pela Justiça.

A condenação reconheceu que a conduta extrapolou tentativas de reaproximação e configurou o crime de perseguição, previsto no Código Penal.

Até o momento, a UFMT não divulgou detalhes sobre a investigação administrativa que motivou o afastamento cautelar do servidor.

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