O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso atingiu a marca de duas mil cirurgias realizadas pouco mais de sete meses após entrar em operação. Desse total, mais de 70 procedimentos foram feitos com o auxílio de tecnologia robótica, recurso incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado pela unidade.
A marca foi alcançada no início de setembro e contou também com um mutirão de cirurgias pediátricas realizadas com auxílio do robô. O hospital iniciou as cirurgias em 11 de fevereiro, quando o primeiro procedimento com a tecnologia foi realizado em um paciente em tratamento contra câncer de próstata.
Administrado pelo Einstein Hospital Israelita, o Hospital Central oferece atualmente 12 especialidades cirúrgicas, entre elas urologia, cirurgia pediátrica, ortopedia, cirurgia cardíaca, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, ginecologia, cirurgia vascular, cirurgia torácica, mastologia, cirurgia plástica e neurocirurgia.
Os procedimentos robóticos são realizados nas áreas de urologia, cirurgia pediátrica, aparelho digestivo e ginecologia.
MUTIRÃO PEDIÁTRICO
Durante o mutirão realizado no início de setembro, 12 crianças passaram por cirurgias com diferentes finalidades. Os procedimentos foram acompanhados pela cirurgiã pediátrica Maria Lúcia Apezzato, integrante do Programa de Robótica do Einstein.
Três das cirurgias foram realizadas no aparelho digestivo para correção de refluxo e colocação de um dispositivo ligado diretamente ao estômago, com o objetivo de melhorar a alimentação e contribuir para a recuperação do peso das crianças.
Uma das pacientes foi uma menina de 10 anos, moradora de Várzea Grande, que possui uma doença cerebral e enfrentava dificuldades para se alimentar em razão do refluxo. Antes da cirurgia robótica, ela já havia passado por outros dois procedimentos no Hospital Central, após apresentar pneumonia.
A mãe da menina, Jessika, contou que ficou aliviada quando recebeu o contato da equipe médica para marcar a cirurgia. Segundo ela, a possibilidade do procedimento já havia sido discutida durante o atendimento anterior da filha.
“Gostei muito porque o corte ia ser bem grande. Com a robótica, foram só alguns furinhos, e ela reagiu muito bem à cirurgia”, relatou.
EXPANSÃO
O coordenador da linha cirúrgica do Hospital Central, Iuri Tamasauskas, destacou a ampliação das especialidades oferecidas pela unidade durante os primeiros meses de funcionamento. “Em 7 meses, estamos fazendo cirurgia cardíaca, de cardiopatia congênita, neurocirurgia com alta tecnologia empregada, cirurgia vascular, cirurgia robótica”, afirmou.
Segundo ele, a unidade conta atualmente com uma equipe de 172 médicos e entra em uma nova etapa, voltada ao desenvolvimento de ensino, pesquisa e inovação. A diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, também destacou o alcance da marca e afirmou que a unidade trabalha para ampliar o acesso dos pacientes aos procedimentos de alta complexidade.
O Hospital Central entrou em operação em janeiro deste ano com atendimento integralmente pelo SUS. Os pacientes são encaminhados à unidade pela Central Estadual de Regulação.
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