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Cidades Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026, 12:21 - A | A

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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026, 12h:21 - A | A

MEMÓRIA ALICE REALIDADE ROSA

Cineteatro exibe peça cuiabana que mergulha em luto, memória e maternidade

As sessões ocorrem na próxima quinta-feira (17) e sexta-feira (18) às 20h

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Reprodução

Memória Alice Realidade Rosa

Escrita há mais de 10 anos, a peça homônima do livro "Memória Alice Realidade Rosa", da dramaturga e compositora Flávia Pires, será apresentada na próxima quinta-feira (17) e sexta-feira (18), no Cineteatro, em Cuiabá. A montagem transita entre a realidade e a memória de Alice e aborda temas como maternidade, abandono, identidade, saúde mental e pertencimento.

Entre lembranças que acolhem e uma realidade que insiste em seguir adiante, Alice percorre um território onde passado e presente se encontram. Guiada pela Memória e pela Realidade, ela atravessa um delicado processo de descobertas, escolhas e reconstrução de si, em um espetáculo sobre aquilo que escolhemos lembrar e tudo o que permanece vivo dentro de nós.

Segundo a autora, o projeto nasceu há cerca de 13 anos com o objetivo de presentear uma atriz. Em 2024, quando a obra ainda não havia sido publicada, ela precisou reescrevê-la por completo, o que trouxe novas camadas de profundidade para os personagens. A própria experiência da maternidade também influenciou o amadurecimento da obra.

LEIA MAIS: Poeta e dramaturga Flávia Pires transforma memórias em ficção sobre maternidade e afeto

"A primeira Alice do primeiro livro era uma Alice que reclamava muito de direitos. Essa Alice daqui, essa Alice mais velha, é uma Alice que enxerga os defeitos que tem, os direitos que tem, mas os deveres que ela precisa desempenhar. Então ela já se coloca no lugar da mãe. E agora que eu sou mãe, eu já consigo falar da maternidade sobre as duas perspectivas, de filha e de mãe", revelou.

Para a diretora Nariel Latskiu, a peça retrata a travessia de uma mulher que enfrenta o luto após perder a mãe e, a partir dessa dor, busca reconstruir a própria história entre memórias, verdades e a imagem idealizada de uma mãe que nunca existiu.

"Todo mundo sonha com alguma coisa que não se concretiza. E esse livro conversa com o desejo que você tem de que aconteça uma coisa e essa coisa não se realiza. Mas dentro de você, você dá um jeito de inventar essa realidade. Então, a Alice é filha de uma mãe que ela inventou. Embora ela tenha tido uma mãe em vida, que faleceu, ela vive um luto de uma mãe. E, então, durante esse luto, ela sente saudade de momentos que não aconteceram, que só ela inventou", completou Pires.

SERVIÇO 

Data: 17 e 18 de setembro de 2026

Horário: 20h

Local: Cine Teatro Cuiabá

Duração: 50 minutos

Classificação: Livre

Entrada: 1 litro de leite (ingressos devem ser retirados no Sympla)

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