Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em queda de 2,3% (US$ 2,43), a US$ 100,05 o barril.
O petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 2,81% (US$ 3,02), a US$ 104,61 o barril.
Na semana, o WTI e o Brent saltaram 9,37% e 8,65%, respectivamente.
Os houthis chegaram nesta sexta-feira à ilha de Perim, em Bab al-Mandeb, num avanço que pode ampliar o controle sobre a rota marítima. Forças do governo ienemita teriam se retirado da ilha, segundo a Reuters, enquanto os houthis também tomaram Dhubab, no Mar Vermelho.
Em resposta, mais de 100 conselheiros militares dos EUA estão na Arábia Saudita fornecendo inteligência e apoio estratégico na definição de alvos contra os houthis, informou a CNN.
Ministros das Relações Exteriores do Golfo devem se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em Omã na segunda-feira, conforme reportado pelo Financial Times.
O encontro faz parte dos esforços para obter apoio regional a um acordo temporário para a navegação em Ormuz.
A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que a escassez no mercado de produtos refinados é "mais aguda", classificando o choque na oferta de petróleo bruto como "insignificante" em comparação com produtos como diesel e gasolina. A entidade prevê, em relatório, quedas mais acentuadas no consumo e na oferta mundial de petróleo neste ano.
Para o analista da Raymond James, Pavel Molchanov, os dados da AIE sobre a demanda de petróleo colocam as perdas em pé de igualdade com os declínios combinados de 2008/09 durante a crise financeira global. "Uma parte da destruição dessa demanda pode ser permanente", alerta ele.
Segundo a Reuters, o governo dos EUA avalia como usar uma legislação de defesa para ampliar a capacidade de refino de petróleo no país, diante da vulnerabilidade da oferta global e disparada dos preços de combustíveis.
(Com Agência Estado)
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