Quarta-feira, 29 de Julho de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Quarta-feira, 29 de Julho de 2026, 09:11 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quarta-feira, 29 de Julho de 2026, 09h:11 - A | A

INTIMIDAÇÃO E HUMILHAÇÃO

Justiça condena membros do Comando Vermelho por "salves" em boates de VG

Decisão judicial descreve agressões físicas, humilhação e métodos de controle usados pela facção dentro das casas noturnas

ANDRÉ ALVES
Da Redação

Reprodução

pichação cv comando vermelho

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou os faccionados do Comando Vermelho Marcioney Rodrigues das Neves, conhecido como ‘Samurai’ e Thiago da Silva Almeida pelos crimes de integrar organização criminosa e a realização de “salves” em duas boates de Várzea Grande. De acordo com a sentença, desta terça-feira (28), os réus utilizavam violência física e psicológica contra as vítimas conduzidas a boates da capital.

Marcioney e Thiago receberam a pena de 6 anos e 10 meses de reclusão cada um. Já um terceiro réu, Leandro Coelho da Silva, denunciado no mesmo processo, foi absolvido por falta de provas.

De acordo com os autos, o Comando Vermelho usava as boates VG Show e Star Night para impor os “salves”.

Na Boate VG Show, João Paulo Marques do Nascimento foi conduzido por integrantes da facção e Samurai o segurava pelos cabelos, exibindo uma substância semelhante à maconha e mencionando o “salve” que estava sendo aplicado. O ambiente fechado, a intimidação e a exposição da vítima reforçavam o caráter de humilhação e controle exercido pelo grupo.

“A violência foi empregada como instrumento de constrangimento, punição e reafirmação de poder no contexto da organização criminosa, razão pela qual a vetorial deve ser valorada negativamente”, destacou o magistrado.

Já na boate Star Night, Rodrigo Campos Pinto sofreu agressões ainda mais intensas. Ele relatou que Thiago foi seu principal agressor, sendo atacado com uma mangueira de botijão de gás, além de chutes e socos. O laudo pericial confirmou lesões compatíveis com essa dinâmica, reforçando que a violência não foi episódica, mas sistemática e organizada.

“Tais circunstâncias revelam maior gravidade concreta da ação, pois a violência foi empregada como instrumento de constrangimento, punição e reafirmação de poder no contexto da organização criminosa, razão pela qual a vetorial deve ser valorada negativamente”, finalizou Bezerra.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros