O delegado da Polícia Federal Marco Bontempo foi a segunda testemunha ouvida no Tribunal do Júri dos réus Antônio Gomes da Silva, do coronel aposentado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusados pelo homicídio do advogado Roberto Zampieri. Em depoimento, ele afirmou que Caçadini, durante uma conversa por celular com um interlocutor, se referiu ao assassino confesso, Antônio Gonçalves, como uma “excelente aquisição” e uma “máquina de matar”.
As falas foram obtidas após a sétima fase da Operação Sisamnes, que envolveu o trio acusado pela morte do advogado, em dezembro de 2023, em Cuiabá, além do suposto mandante, o produtor rural Aníbal Manoel Laurindo, e de um terceiro investigado, Gilberto Louzada da Silva. Segundo as investigações, eles faziam parte do chamado Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos, ou simplesmente Comando C4. Essa seria a organização responsável por contratar Antônio para matar Zampieri com dez tiros.
Bontempo também ratificou as conclusões das investigações da Polícia Judiciária Civil, que culminaram nas prisões dos réus.
“Na galeria de fotos do Hedilerson havia vários prints de visualização única para o Antônio e o Caçadini, o que deixou evidente a intermediação do crime”, explicou o delegado da Polícia Federal.
De acordo com ele, a apuração demonstra “fortíssimos elementos para a autoria do crime”. Entre eles está a tentativa de Hedilerson, apontado como coautor do crime, de esconder as interações entre Antônio e Caçadini. Hedilerson escrevia as mensagens, fazia prints e os enviava em visualização única aos interlocutores. No entanto, as imagens não foram deletadas da galeria do celular do réu.
Em um dos prints, logo após o assassinato de Zampieri, Hedilerson encaminha a Caçadini a seguinte mensagem: “Coronel, missão cumprida!”. Minutos depois, envia outra avisando que seria iniciado o plano de fuga. Ainda de acordo com Bontempo, houve uma ligação de cerca de três minutos logo após o envio das mensagens.
A relação de Aníbal com o coronel aposentado do Exército foi reforçada após um depósito de R$ 60 mil recebido por Caçadini dias depois da execução do crime.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.









