A vereadora, primeira-dama e pré-candidata a deputada estadual Samantha Iris (PL) evitou cravar apoio ao senador e candidato ao governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), apesar de ressaltar que irá caminhar junto com as decisões do Partido Liberal. A postura da parlamentar se assemelha a de seu marido, o prefeito Abilio Brunini (PL), que recentemente elencou outras prioridades eleitorais em detrimento do projeto majoritário estadual de Fagundes.
Ao contextualizar sua indecisão, ela explicou que aguarda as definições finais sobre coligações e arranjos partidários para se manifestar de forma definitiva.
“Eu, de fato, estou na mesma situação que ele [prefeito Abilio]. A gente vai aguardar todas as questões que envolvem o partido até a data final, onde vai ser colocado com quem o partido vai caminhar, se vai haver alguma coligação, como vai ser. Isso também diz respeito à minha decisão. Então, eu tenho aguardado para ver se vai haver uma junção com algum partido, como vai ser antes de dar esse ultimato”, declarou a parlamentar, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (28).
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Mesmo sem citar o nome de Fagundes como seu candidato imediato, a primeira-dama de Cuiabá reforçou seu alinhamento ideológico com a legenda e com o campo da direita.
“Mas a gente é PL, a gente é direita, nós somos 22 e a gente vai caminhar com a direita. O que eu preciso saber é como serão essas negociações, essas coligações, se vai haver isso, como que vai ser, com quem o PL-MT vai caminhar”, pontuou.
Samantha também comentou sobre as pressões externas e a tentativa de se criar uma polarização sobre suas escolhas de voto: “Se a gente tem partido, se a gente tem, a gente vai seguir com o partido. O que a gente está percebendo é que existe essa existência de tentar polarizar ou falar que a gente vai pedir voto pra um, pra outro, que não vai pedir voto pra um, que não vai pedir voto pra outro”.
Essa reticência de Samantha Iris está inserida em um cenário de impasse político dentro do diretório estadual do PL. O prefeito Abilio Brunini já havia admitido publicamente que seu foco principal será a eleição da esposa, de José Medeiros ao Senado e de Flávio Bolsonaro à Presidência, deixando a campanha de Wellington Fagundes em segundo plano.
A crise ficou evidente na última convenção da sigla, que contou com a presença de apenas quatro dos 22 prefeitos eleitos pela legenda, registrando uma ausência de 80% dos gestores municipais. A dissidência interna ganha outros contornos com o apoio público de prefeitos do PL, como Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Edilson Antônio Piaia (Campo Novo do Parecis), à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário de Fagundes.
Diante da fragmentação, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, anunciou que passará a exigir fidelidade partidária rigorosa a partir de 5 de agosto, data final das convenções, buscando unificar a base em torno das candidaturas oficiais.
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