A vereadora, primeira-dama de Cuiabá e candidata a deputada estadual Samantha Iris (PL) afirmou que o vereador Dídimo Vovô (PSB) colocou em risco a equipe do Bem-Estar Animal ao fiscalizar a morte de filhotes de cães no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com suspeita de cinomose, sem utilizar equipamentos de proteção. Ela também reforçou a tese defendida pelo prefeito Abilio Brunini (PL), seu marido, de que o episódio pode ter sido resultado de uma sabotagem.
“Primeiro a gente precisa dizer que ele é novo na causa animal e, coincidentemente, ele teve uma fiscalização na Secretaria de Bem-Estar Animal após um ocorrido que foi um corte de energia que suspeita que tenha sido feito de propósito naquele ambiente específico onde estavam os animais que estavam ali no isolamento por conta da cinomose”, ressaltou a parlamentar, em coletiva nesta terça-feira (28).
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A preocupação de Samantha se estendeu aos riscos sanitários da ação, uma vez que a cinomose é uma patologia viral com alto índice de contágio entre cães. Segundo a vereadora, a falta de protocolos básicos de segurança durante a vistoria poderia agravar a situação epidemiológica da unidade.
“O que me preocupa também foi o fato do vereador ir lá e ele não usou nenhuma luva nem nada para poder fazer o manejo dos animais, porque a cinomose é muito contagiosa. A gente não sabe se ele passou por outros ambientes, se ele tocou em outros animais”, afirmou.
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Questionada sobre a existência de um plano deliberado para prejudicar a gestão, a primeira-dama reforçou a narrativa de boicote levantada pelo Executivo Municipal. Samantha apontou que disputas internas no setor de proteção animal podem estar influenciando os acontecimentos.
“A gente tem ali, às vezes, protetores e ONGs envolvidas em denúncias, envolvidas em fazer sabotagem ou suspeitas de sabotagem, ou boletim de ocorrência, ou denúncias, às vezes, até vazias, para prejudicar justamente as pessoas da causa animal. Existe muita briga entre pessoas e a gente vê que os animais, às vezes, ficam em segundo plano. Isso é fato, isso é visível”, disse.
O impasse teve início após a divulgação de vídeos gravados por organizações de proteção animal, como a OPA-MT, que mostravam filhotes mortos dividindo o mesmo espaço com animais vivos no CCZ. A prefeitura justificou que 13 cães haviam sido isolados no local em caráter emergencial no último sábado para conter um surto de cinomose, e que três deles acabaram morrendo pela evolução da doença.
Como resposta à crise e visando evitar novos incidentes, a gestão municipal anunciou a separação administrativa e física entre o Centro de Controle de Zoonoses e a estrutura do Bem-Estar Animal (BEA). Enquanto isso, a Polícia Civil, o Ministério Público e a Politec investigam as circunstâncias das mortes, as causas do corte de energia e as condições de higiene do local.
Atualmente, o barracão está vazio, e os 11 cães sobreviventes foram transferidos para tratamento em clínicas veterinárias particulares credenciadas.
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