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Justiça Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026, 15:38 - A | A

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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026, 15h:38 - A | A

ARCA DE NOÉ

Humberto Bosaipo é intimado a devolver mais R$ 118 mil aos cofres públicos

Decisão da Justiça de Mato Grosso ocorre após trânsito em julgado de ação sobre esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa

ANDRÉ ALVES
Da Redação

Alan Cosme/HiperNoticias

Alan Cosme/HiperNoticias

Alan Cosme/HiperNoticias

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, determinou a intimação do ex-deputado estadual Humberto Bosaipo e do ex-servidor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para ressarcir R$ 118.417,00, além de R$ 6.568,75 atribuídos exclusivamente a Alves aos cofres públicos. O trânsito em julgado ocorreu em 18 de março de 2026.

Na decisão, desta quinta-feira (20), o magistrado recorda que a sentença havia julgado procedente a ação civil pública movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), condenando os réus ao ressarcimento dos valores pagos a empresa fictícia a Sociedade Colíder de Televisão Ltda., nome fantasia TV Novo Matogrosso, utilizada em esquema de desvio na Assembleia Legislativa.

De acordo com o esquema, a empresa era usada em licitações fraudulentas, com emissões de cheques da ALMT para o pagamento de serviços que não existiram, desviando recursos da Casa de Leis.

Com o trânsito em julgado certificado, o Ministério Público requereu a deflagração da fase executória. O juiz determinou que os condenados sejam intimados, por meio de seus advogados, para pagar o débito no prazo de 15 dias, em valores atualizados.

LEIA MAIS: Justiça de MT mantém penhora de mansão de R$ 13 milhões de Humberto Bosaipo

ARCA DE NOÉ
A Operação Arca de Noé foi uma investigação do Ministério Público e da Polícia Civil de Mato Grosso que desvendou um esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa no início dos anos 2000, estruturado a partir da criação e utilização de empresas de fachada para justificar pagamentos simulados. O esquema tinha como articuladores o então o presidente da Casa, deputado José Geraldo Riva e o primeiro-secretário da Assembleia, Humberto Melo Bosaipo, que, segundo colaborações e provas reunidas, autorizavam e assinavam cheques destinados a empresas fictícias ou usadas sem prestação de serviços reais.

A operação também alcançou o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, apontado como financiador e beneficiário de parte das movimentações ilícitas, além de manter relação direta com contadores e operadores responsáveis por constituir empresas fantasmas utilizadas para escoar recursos públicos.

As investigações mostraram que o esquema envolviam servidores, contadores e intermediários que atuavam para dar aparência de legalidade às operações fraudulentas.

LEIA MAIS: Justiça aponta esquema com 52 cheques e ordena a Riva e Bosaipo a devolução de R$ 3,2 milhões

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