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Justiça Quinta-feira, 11 de Julho de 2024, 18:05 - A | A

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Quinta-feira, 11 de Julho de 2024, 18h:05 - A | A

DEPRESSÃO GRAVE

Condenada a 14 anos de prisão, laudo sugere que seguidora do 'mito' seja internada

Defesa da ré e Procuradoria-Geral da República têm cinco dias para se manifestar

ANDRÉ ALVES
Redação

Agência Brasil

OITO DE JANEIRO

Maria do Carmo da Silva, uma das bolsonaristas de Mato Grosso condenadas pelos ataques em Brasília em 8 de janeiro de 2023, pode ter sua prisão preventiva convertida em internação psiquiátrica. Na terça-feira (9), o Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de cinco dias para que a defesa da ré e a Procuradoria-Geral da República se manifestem.

A sugestão de internação veio da Secretaria de Administração Penitenciária do Mato Grosso (Seape-MT) após a defesa de Maria do Carmo solicitar exames para avaliar a possibilidade de converter a prisão preventiva em domiciliar. O laudo médico-legal, emitido em 4 de julho, indicou que Maria do Carmo apresenta quadro depressivo grave e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), com risco de autoagressividade.

“No momento da avaliação, a periciada tem quadro compatível com depressão grave sem sintomas psicóticos, embora apresente pensamento mágico no discurso e ideação suicida persistente. Há risco de autoagressividade grave, sendo indicada medida de segurança com internação hospitalar urgente”, diz o laudo.

Apesar do diagnóstico, o laudo concluiu que Maria do Carmo era plenamente capaz de compreender o caráter ilícito de seus atos na época dos fatos. A Seape-MT informou que, se a pena for convertida em medida de segurança, o único local disponível para tratamento é o Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, que possui apenas duas vagas femininas.

Maria do Carmo foi condenada a 14 anos de prisão em regime fechado após o STF julgar procedente a ação penal em sessão virtual entre 23 de fevereiro e 1º de março.

A decisão inicial de conceder liberdade provisória a Maria do Carmo, mediante medidas cautelares, foi revogada em 14 de maio devido ao receio de fuga, comum em casos relacionados aos ataques de 8 de janeiro de 2023. A prisão preventiva foi efetivada em 6 de junho, seguida por audiência de custódia no mesmo mês.

Uma semana depois, a defesa da ré solicitou a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou a manutenção da prisão preventiva e a realização de um exame médico-legal para avaliar o estado de saúde de Maria do Carmo e a necessidade de tratamento médico adequado. 

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