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Rússia inclui pela 1ª vez territórios ocupados da Ucrânia em votação para eleição parlamentar

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Rússia realiza pela primeira vez uma eleição para a Duma, a câmara baixa do Parlamento, com a participação de moradores de regiões ucranianas ocupadas e anexadas por Moscou durante a guerra. A Ucrânia classificou a votação como ilegal e pediu a outros países e organizações internacionais que não reconheçam seus resultados.

A votação em toda a Rússia começou na sexta-feira (18) e termina no domingo (20). Nas áreas ocupadas da Ucrânia e em algumas regiões russas próximas à fronteira, porém, o processo começou no fim de agosto por razões de segurança, segundo autoridades russas.

Moscou afirma que há mais de 3,5 milhões de eleitores nas áreas das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia sob seu controle. A Rússia anunciou a anexação dos quatro territórios em setembro de 2022, apesar de não controlá-los integralmente. A anexação não é reconhecida internacionalmente.

Em uma seção eleitoral na parte de Donetsk controlada pela Rússia, eleitores depositavam votos em uma urna enquanto um soldado russo armado permanecia no local, segundo a Associated Press. A votação também ocorre na Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014 em uma medida igualmente não reconhecida internacionalmente.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta semana que os moradores das quatro regiões votariam para a Duma pela primeira vez desde o que chamou de "reunificação com a Rússia". Segundo ele, militares russos envolvidos na guerra também participarão da eleição.

A União Europeia afirmou que não reconhecerá a votação nem seus resultados nas áreas ocupadas. "É outra violação flagrante do direito internacional", disse o porta-voz da Comissão Europeia, Christian Wigand.

Uma coalizão de nove organizações ucranianas de direitos humanos pediu que moradores das regiões ocupadas não participem. A coordenadora do grupo Donbas SOS, Violeta Artemchuk, afirmou que integrantes de comissões eleitorais percorrem residências acompanhados por militares e agentes de segurança russos para pressionar moradores a votar.

Segundo Artemchuk, funcionários públicos seriam ameaçados de demissão caso não participassem, enquanto aposentados e outros beneficiários de programas sociais poderiam sofrer pressão relacionada ao recebimento de pagamentos e assistência. As alegações não tiveram confirmação independente mencionada pela AP.


*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.

(Com Agência Estado)

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