O advogado Roberto Vasco, que representa Paulo Korek, decidiu procurar a Corregedoria, órgão destinado a investigar a conduta dos próprios policiais civis, porque o empresário afirma ter sofrido uma tentativa de extorsão.
A orientação dada pela Corregedoria foi para que Paulo Korek se apresente em Mogi, onde deve ser ouvido pelo corregedor-geral, João Batista Palma Beolchi. O advogado Roberto Vasco disse ao Estadão que o cliente deve se apresentar na sede do órgão de controle, no centro da capital.
Na sexta, 18, o ex-presidente da Câmara dos Vereadores da capital, Milton Leite (União), que também estava foragido, se entregou. Ele passou por audiência de custódia na tarde deste sábado, 19.
Operação Vectura Corrupta
A operação deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo na última quinta, 17, indica que o PCC teria conseguido influência ou controle sobre 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo da capital. São elas:
Viação Transcap Transportes
Alfa Rodobus Transportes
Transwolff Transportes
A2 Transportes
Imperial Transportes
Move Buss Transportes
Pêssego Transportes
Allianz Transportes
Transunião Transportes
Qualibus Transportes
Norte Bus Transportes
Spencer Transportes
A investigação surgiu como um desdobramento da Operação Decúrio a partir de elementos encontrados em aparelhos celulares de suspeitos. O material deu às autoridades mais informações sobre os empresários do setor e o crime organizado.
Além de supostos membros do PCC, intermediários, advogados e representantes das empresas, também foi preso o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira.
(Com Agência Estado)
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