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Justiça Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 14:15 - A | A

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Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 14h:15 - A | A

50 VEZES POR DIA

Carlinhos Bezerra tentou contato com ex mais de 900 vezes e procurou 'cigana' antes de matar casal

Depoimento de investigadora da Polícia Civil revela insistência do réu para reatar o relacionamento e até a busca por uma “cigana” dias antes do assassinato de Thays Machado e William Moreno.

ANDRÉ ALVES
Da Redação

TJMT

Juíza Monica Catarina Perri Siqueira

Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, tentou entrar em contato com a ex-companheira, Thays Machado, mais de 900 vezes entre os dias 1º e 18 de janeiro de 2023, data em que matou ela e o então namorado, William Moreno. Segundo os dados apresentados em plenário, o réu fez, em média, cerca de 50 tentativas de contato por dia.

As informações foram relatadas durante o depoimento da investigadora da Polícia Civil Lívia Sales ao Tribunal do Júri, na manhã desta sexta-feira (31). A sessão é presidida pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

Responsável pela extração dos dados dos celulares do réu e das vítimas, Sales também revelou que Carlinhos Bezerra chegou a procurar uma “cigana” para realizar um trabalho com o objetivo de reatar o relacionamento com Thays. “Ele menciona o nome da Thays e pede esse trabalho”, recordou a investigadora.

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a motivação do crime teria sido a vingança de Carlinhos Bezerra por não aceitar o fim do relacionamento com Thays, encerrado pouco mais de um mês antes dos assassinatos.

LEIA MAIS: Juíza mantém júri mesmo após defesa alegar que Carlinhos Bezerra contraiu sarna na prisão

O CASO

Thays Machado era ex-companheira de Carlinhos. No dia de sua morte, em 18 de janeiro de 2023, ela havia acabado de buscar o atual namorado, William Moreno, no aeroporto, em Várzea Grande, quando ambos foram surpreendidos com tiros na calçada do edifício Solar Monet, onde vivia a mãe da vítima.

Thays e William morreram ainda no local. Carlinhos chegou a fugir para uma propriedade rural da família dele, cujo patriarca é o ex-governador de Mato Grosso, Carlos Bezerra. No decorrer do processo, o réu chegou a ser beneficiado com prisão domiciliar, mas voltou à cadeia após violar cautelares.

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