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Justiça Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 10:07 - A | A

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Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 10h:07 - A | A

MATOU A EX E O NAMORADO

Juíza mantém júri mesmo após defesa alegar que Carlinhos Bezerra contraiu sarna na prisão

Monica Catarina Perri Siqueira rejeitou o pedido de adiamento baseado em laudo médico e também descartou nulidade por ausência da gravação da sessão anterior

ANDRÉ ALVES
Da Redação

Reprodução

Carlinhos Bezerra

A juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que o julgamento de Carlinhos Bezerra, acusado de matar a ex-companheira e o namorado dela em 2023, na Capital, prossiga normalmente, mesmo após a defesa apresentar um laudo médico indicando que, entre outros problemas de saúde, ele contraiu escabiose (sarna) na prisão. O Tribunal do Júri, que foi adiado do dia 21 para esta sexta-feira (31), teve início com cerca de uma hora de atraso, após a análise e a rejeição do pedido da defesa.

A primeira testemunha a ser ouvida é o delegado da Polícia Civil Marcelo Gomes.

Na quarta-feira (29), Monica Perri também negou outro pedido apresentado pelo advogado de Carlinhos, Elson Marcelino da Silva Júnior. A magistrada rejeitou a tese da defesa de que a ausência da gravação da sessão realizada no dia 21 comprometeria o contraditório e a ampla defesa, afirmando que a ata é suficiente para comprovar os atos praticados.

Na decisão, a juíza destacou que a sessão não teve produção de provas orais, já que a defesa abandonou o plenário antes do início da instrução. Por isso, entendeu que não houve qualquer nulidade decorrente da ausência da gravação audiovisual, embora tenha determinado a juntada do arquivo aos autos, caso ele esteja disponível nos sistemas do Judiciário.

Segundo a magistrada, após a formação do Conselho de Sentença, a defesa apresentou uma série de pedidos preliminares, entre eles acesso a autos sigilosos, realização de perícia de insanidade mental, informação sobre habeas corpus pendentes e alegação de quebra da cadeia de custódia. Todos os requerimentos foram indeferidos e, em seguida, os advogados deixaram o plenário antes do início da fase de instrução.

LEIA MAIS: TJMT rejeita recurso da defesa e confirma júri de Carlinhos Bezerra nesta sexta

O CASO

Thays Machado era ex-companheira de Carlinhos. No dia do crime, em 18 de janeiro de 2023, ela havia acabado de buscar o então namorado, William Moreno, no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, quando os dois foram surpreendidos por disparos de arma de fogo na calçada do edifício Solar Monet, onde morava a mãe da vítima.

Thays e William morreram ainda no local. Carlinhos fugiu para uma propriedade rural da família, cujo patriarca é o ex-governador de Mato Grosso Carlos Bezerra. No decorrer do processo, o réu chegou a ser beneficiado com prisão domiciliar, mas voltou à cadeia após descumprir as medidas cautelares.

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