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Economia Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 18:30 - A | A

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Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 18h:30 - A | A

Subsidiária da Azul incorpora novo modelo de aeronave para ampliar atuação regional

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Azul Conecta, subsidiária da companhia voltada à aviação regional, irá incorporar o Cessna SkyCourier à frota como parte da estratégia de expansão das operações em cidades de menor porte. Inicialmente, estão previstas duas aeronaves de turboélice bimotor, sendo a primeira entregue nos próximos meses.

Criada há cinco anos, a controlada opera atualmente em 44 destinos com aeronaves Cessna Grand Caravan, que transportam até nove passageiros. Já o SkyCourier, que acomoda até 19 pessoas, pode operar em pistas curtas ou não pavimentadas e permitirá ampliar a oferta de assentos nas rotas atendidas pela companhia, além de expandir a presença em áreas com infraestrutura aeroportuária mais limitada, segundo a empresa.

"Trata-se de uma aeronave moderna, extremamente versátil e alinhada às necessidades de conectividade do País, especialmente em mercados atendidos por aeroportos de menor porte", afirmou o diretor da Azul Conecta, Vitor Silva.

A empresa também destaca que o modelo apresenta ganhos de eficiência operacional e redução de custos em relação às aeronaves atualmente utilizadas em parte da malha regional. Além do transporte regular de passageiros, o SkyCourier deverá reforçar a atuação em fretamentos e operações dedicadas.

Desafios regionais

A expansão da Azul Conecta ocorre em meio aos esforços do governo federal para ampliar a conectividade aérea em regiões menos atendidas do País. Recentemente, o Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) aprovou o acesso das companhias aéreas a linhas de financiamento que somam R$ 13,56 bilhões.

As contrapartidas para acessar os recursos do fundo incluem ampliar em 15% a participação das frequências operadas na Amazônia Legal e no Nordeste em relação ao ano anterior ou garantir que ao menos 17,5% das decolagens anuais ocorram nessas regiões.

Cerca de 30 companhias regionais encerraram as atividades desde o início dos anos 2000, conforme levantamento da Broadcast. O caso mais recente foi o da Voepass. A aérea regional teve as operações suspensas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em março de 2025, meses após o acidente aéreo ocorrido em Vinhedo (SP), em agosto de 2024.

Assim como a Azul, Gol e Latam também atendem cidades de menor porte. No entanto, o aumento dos custos operacionais e os desafios de rentabilidade têm levado as companhias brasileiras a concentrar as operações em mercados de maior demanda, reduzindo a oferta de rotas regionais em parte dessas localidades.

(Com Agência Estado)

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