Gaspar foi nomeado pelo parlamentar como assistente sênior na liderança do PDT no Senado, cargo que ocupou entre 2019 e 2023. Ele foi exonerado após o Estadão revelar que ele era funcionário fantasma em Brasília e não cumpria expediente no local de trabalho. Apesar de receber salário de R$ 17,2 mil, ninguém o conhecia no gabinete onde deveria atuar.
Gustavo foi sócio do haras da família do deputado Juscelino Filho (União-MA), ex-ministro das Comunicações. Juscelino é amigo e padrinho dos filhos do senador Weverton Rocha.
A defesa de Gustavo Gaspar "nega de forma veemente todas as fantasiosas acusações e apresentará as devidas explicações no momento apropriado, quando for intimado pela PF para prestar esclarecimentos, o que até hoje não aconteceu".
O ministro André Mendonça autorizou a prisão domiciliar após a defesa de Gaspar afirmar que Michelle Ribeiro Araújo, mulher do investigado, sofre de doença grave que exige acompanhamento médico diário.
"Nos autos, consta que Michelle teve um Acidente Vascular Encefálico Isquêmico por trombose da artéria vertebral. O atestado médico, emitido por neurologista, declara sua incapacidade total para o trabalho e a necessidade de cuidados intensivos. Também foram juntados vídeos demonstrando déficits neurológicos persistentes, incoordenação motora e necessidade de auxílio contínuo em atividades rotineiras", diz a decisão.
A defesa alega que Gustavo e Michelle são naturais de São Luís e não têm família no Distrito Federal. O pai dela é idoso e mora em Macapá, e a mãe é idosa e reside em Petrópolis, no Rio.
Mendonça havia determinado que a PF verificasse o estado de saúde de Michelle e seu nível de dependência de terceiros para cuidados diários.
A perícia da PF identificou "sequelas neurológicas permanentes decorrentes, com limitações motoras, de coordenação e equilíbrio".
A Procuradoria-Geral da República foi favorável a substituição da prisão preventiva por domiciliar, "considerando comprovado que Gustavo presta cuidados contínuos à companheira".
O ex-assessor parlamentar está proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados.
Segundo a PF, Gaspar solicitou à equipe do Careca do INSS a abertura e gestão de uma empresa em seu nome, que seria usada no esquema criminoso. Em conversas, o próprio Careca orientava seu funcionário Rubens Costa a receber Gaspar para entrega de "encomenda" ou "impressões", termos que, segundo a PF, significavam dinheiro em espécie.
(Com Agência Estado)
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