O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, reagiu a instalação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Questionado pela imprensa nesta quarta-feira (11), Gilberto concordou que sua potencial candidatura a deputado estadual em 2026 pode ser o verdadeiro motivo do "incômodo" no Parlamento.
Em tom de provocação, Gilberto relembrou seu desempenho nas eleições de 2022, dando a entender que a CPI é uma ferramenta política usada por quem teme a renovação nas cadeiras da Casa.
"Eu tive 28 mil votos na eleição passada. Tive mais votos que 11 deputados que foram eleitos. Talvez isso incomode alguns que prefeririam que não houvesse nenhuma renovação", disparou o secretário.
OPERAÇÃO ESPELHO E PANDEMIA
Sobre o mérito das investigações, que apuram supostas fraudes em contratos médicos durante a pandemia, Gilberto demonstrou tranquilidade. O secretário ressaltou sua ficha limpa e a confiança em sua equipe técnica.
"Não sou sequer indiciado na Operação Espelho. Acredito que na minha equipe ninguém cometeu ato ilícito. [...] Se formos convocados, estarei à disposição. Sou servidor público e não tenho o que esconder sobre o que aconteceu na pandemia.", concluiu
A CPI foi instaurada na última sexta-feira (6) para investigar possíveis irregularidades em procedimentos licitatórios realizados no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES), no período de 2019 a 2023.
A criação da comissão foi requerida pelo deputado Wilson Santos (PSD) e já nasceu polêmica por uma suposta ‘reciclagem’ das assinaturas de deputados que teriam aderido a investigação em 2023, mas que questionam o uso agora.
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