O governador Mauro Mendes (União) classificou a ação da oposição de abrir uma CPI da Saúde como um "denuncismo vazio" movido por ressentimento. Mendes questionou a validade das assinaturas utilizadas para o requerimento da investigação, colhidas, em sua maioria há três anos, pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD).
"Não tem a menor razoabilidade usar uma assinatura de quase três anos atrás por um fato que já foi investigado pelo Ministério Público e pela Polícia. É notoriamente uma tentativa de criar fato político por adversários desqualificados e movidos pela inveja", disparou Mauro durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (11).
Dois deputados que haviam assinado o requerimento há três anos afirmaram hoje que pediram a retirada dos nomes.
Porém, no momento da leitura da CPI em plenário, os dois ainda constavam como signatários. E devem enfrentar agora uma celeuma jurídica para reverter a situação. Caso consigam retirar as assinaturas, a oposição precisará mobilizar ainda mais parlamentares para garantir que a investigação aconteça, mas a base governista agiu para inviabilzar um novo avanço da oposição.
BASE TRAVOU A ALMT
Em uma manobra relâmpago, a base governista protocolou três pedidos de CPI simultâneos, para tumultuar a recém instalada CPI da Saúde. A exemplo do movimento que ocorreu na Câmara de Cuiabá, recentemente.
Pelo regimento interno da ALMT, apenas três CPIs podem tramitar ao mesmo tempo. Para abrir uma quarta, seriam necessárias 16 assinaturas, número que a oposição não possui. Ao protocolar três temas de uma só vez na manhã desta quarta, a base "lotou a fila".
As três novas CPIs protocoladas pela base tem foco em temas federais, e propõe investigar atos do Governo Federal nas demarcações de Terras Indígenas. A segunda quer investigar a suposta desatenção da União na fronteira com a Bolívia. Enquanto a terceira deve tratar dos impactos da legislação penal federal "obsoleta".
O deputado de oposição Lúdio Cabral (PT) criticou a manobra, afirmando que a Assembleia está fugindo de sua função de fiscalizar o Estado para tentar investigar temas que são de competência exclusiva do Congresso Nacional.
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