O governador Mauro Mendes (União Brasil) lamentou o caso de estupro registrado dentro da Delegacia da Polícia Civil de Sorriso (398 km de Cuiabá) e afirmou que o investigador Manoel Batista da Silva, apontado como autor da violência sexual, será responsabilizado. Mendes destacou que, independentemente de o crime ter sido cometido por um servidor público, não haverá proteção ou favorecimento e que todas as providências já estão sendo adotadas pelas autoridades competentes.
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A vítima, que denunciou o policial, afirma ter sido estuprada quatro vezes enquanto estava sob custódia. Exame de DNA confirmou que o material genético encontrado nela pertence ao investigador. O governador ressaltou que qualquer pessoa que cometa crime, seja agente público ou não, deve responder na forma da lei, reforçando que o Estado não irá “passar a mão na cabeça de ninguém”.
"Ele pode cometer crime, obviamente não deveria, ou ninguém deveria cometer, mas se ele cometer, ele vai ser responsabilizado, assim como qualquer cidadão, não importa se ele seja um delegado, um policial, um policial civil, um médico, um agente político, todos precisam ser penalizados se cometeram devidamente e comprovadamente um crime, nós não iremos e não estamos passando a mão na cabeça a absolutamente ninguém, falou o governador nesta quarta-feira (11).
O crime teria ocorrido entre a noite de 9 e a manhã de 10 de dezembro de 2025, período em que a mulher aguardava transferência para a Cadeia Pública de Arenápolis. Segundo a defesa, a vítima foi solta no dia 11 de dezembro, após comprovação de sua inocência em relação ao caso que motivou a detenção.
"Nesse caso, a polícia já tomou todas as providências e pode ter certeza que aqueles que cometeram, ou que queiram ou imaginam cometer algum tipo de falha, serão duramente processados na forma da lei", reforçou Mauro.
O investigador foi preso em 1º de fevereiro e, na última sexta-feira (6), acabou indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade. Mauro Mendes afirmou que a Polícia Civil já adotou as medidas necessárias e garantiu rigor na apuração e punição de eventuais responsáveis.
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