Artigos Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011, 10:00 - A | A

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011, 10h:00 - A | A

Stefany Kono

A morte da estudante Stefany Kono, no último dia 26, é um exemplo das conseqüências do desmando no setor, garota desabrochando pra vida, mas foi vitima da incompetência de um estado que não lhe propiciou educação nem transporte de qualidade.

JOSÉ MEDEIROS

 

Arquivo pessoal

 

No Brasil anualmente 40.000 (quarenta mil) pessoas morrem por causa de acidentes de trânsito.

Sofremos por causa de um problema da cultura ocidental que endeusa o automóvel.

Conseqüência desta escolha o transporte de massa é colocado em segundo plano pelos usuários e obviamente pelos gestores públicos.

O resultado é a carnificina sem falar nas perdas patrimoniais que são bilionárias.

Já está claro que as mortes não são suficientes para fazer com que os diretores das agências reguladoras, secretários de transito, prefeitos, governadores reflitam que é urgente pensar outra vez o assunto mobilidade.

Os modais de transportes utilizados tanto no transporte de carga como de pessoas estão chegando ao limite. Só como exemplo, nas rodovias do nosso estado já é comum haver engarrafamentos, tamanho é o volume do tráfego.

No transporte de pessoas passou da hora de cultivar o transporte de massas.

Ele até existe no papel, mas na prática não funciona devido a diversos fatores, o passageiro foge deles porque não suporta a falta de regularidade, falta de conforto.

Mas qual a solução?

São várias, um delas seria aumentar a oferta de linhas de ônibus tanto urbana como intermunicipais, subsidiando se necessário, pois dinheiro gasto em transporte de qualidade acaba sendo investimento, pois a economia se refletirá na saúde.

Outra coisa, seria cada cidade ter um setor de regulação do transporte público que fiscalizasse as concessionárias destes serviços, que hoje rodam a hora que querem e transportam os passageiros com muito desrespeito.

No caso de Rondonópolis o sistema está totalmente esfacelado, sem sombra de dúvida o “poste mija no cachorro”, eu vejo a prefeitura correndo atrás de moto taxista de taxista, mas fico me perguntando quantas autuações já foram feitas para a concessionária de transporte coletivo?

No transporte intermunicipal o caos é total, só para pedra preta existem em torno de 30 carros particulares efetuando o transporte de passageiros, sobe o olhar passivo da AGER.

A morte da aluna do Kalil Zaher, Stefany Kono, no último dia 26, é um exemplo das conseqüências do desmando no setor, garota desabrochando pra vida, mas foi vitima da incompetência de um estado que não lhe propiciou educação nem transporte de qualidade.

Ela, tendo que buscar educação em outro município, foi mais uma vítima deste filme macabro que estamos assistindo constantemente na BR 364/163.

A região sul tem uma malha viária imensa e o volume de tráfego é pesado, mas não existe nem 10 fiscais da AGER destinados para esta região.

A parte do transporte que é regularizado é feito por vans que sofrem pouca fiscalização e quando sofrem é mais em relação a regularidade documental junto a agencia que propriamente na boa prestação do serviço.

É urgente a necessidade da Assembleia Legislativa do estado de Mato Grosso, a exemplo do que está fazendo com o setor energético, abrir uma CPI para investigar o setor de transporte... Quanto aos pais da Stefany, Nanci Kono e Jorge, só resta chorar a perda da filha e lamentar que o estado que tanto cobra de tão pouco em retorno.

(*) JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS MEDEIROS é policial rdoviário federal, suplente do senador Pedro Taques e colaboradord e HiperNoticias. E-mail: jose.medeiros23@gmail.com

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João 30/08/2011

Tá prevendo o futuro ? "26/11/2011"? Nota da Redação: Consultamos o autor e de fato houve um erro. A data correta a que ele se refere é 26 de agosto passado. Pelo erro, pedimos desculpas, e já corrigimos a informação no artigo.

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