Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Artigos Terça-feira, 06 de Janeiro de 2026, 14:34 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 06 de Janeiro de 2026, 14h:34 - A | A

LIDIANE ABURAD

Municípios precisam implementar teste molecular de HPV no SUS

LIDIANE ABURAD

Já passou da hora de os municípios de Mato Grosso se organizarem para ofertar o teste molecular de HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). De forma simples, o exame permite identificar com mais precisão o vírus HPV responsável pelo câncer de colo do útero, muitas vezes antes do surgimento de qualquer sintoma. A necessidade dessa tecnologia não é recente nem opcional. Ela foi estabelecida pela Portaria SECTICS/MS nº 3, publicada pelo Ministério da Saúde em 7 de março de 2024, que entrou em vigor na mesma data e fixou prazo de até 180 dias para a efetiva implementação. Portanto, o debate já não é mais sobre se o exame deve ser ofertado, mas sobre capacidade de gestão para colocá-lo em prática.

A decisão do Ministério da Saúde de incorporar os testes moleculares por PCR para detecção do HPV oncogênico representa um avanço importante para o SUS. No entanto, como ocorre com toda política pública, seu sucesso depende da execução local. É no município que o SUS acontece de fato — e é nesse nível que a gestão precisa funcionar.

Do ponto de vista da saúde, o impacto é direto: o diagnóstico precoce amplia as chances de prevenção e reduz a evolução para casos graves. Municípios que investem nessa etapa reduzem encaminhamentos tardios, evitam tratamentos de alto custo, diminuem internações prolongadas e desafogam a rede especializada.

Sob a ótica da gestão pública, os ganhos são igualmente relevantes. Diagnóstico precoce significa menos gastos futuros com procedimentos de alta complexidade, melhor organização das filas do SUS e uso mais racional dos recursos públicos. Isso é gestão responsável. Não se trata apenas de oferecer um exame moderno, mas de organizar fluxos, capacitar equipes, estruturar contratos e integrar a atenção básica ao diagnóstico.

Municípios que estruturam corretamente esse serviço conseguem reduzir exames repetidos e tornar o sistema mais eficiente. Cuidar da saúde da mulher, nesse contexto, também é fazer planejamento financeiro e administração eficiente.

O prazo legal para implementação já foi estabelecido e superado. Isso exige dos gestores municipais ações concretas, como organização de fluxos assistenciais, capacitação das equipes da atenção básica, integração com a rede de diagnóstico e estabelecimento de parcerias técnicas. Onde falta planejamento, a política pública não chega à população.

É importante reforçar que o SUS começa no município. Quando a gestão é eficiente, o cidadão sente o resultado na ponta. Quando não há organização, o sistema falha, os diagnósticos atrasam e o custo humano e financeiro aumenta. Fortalecer o SUS passa, necessariamente, por decisões administrativas responsáveis, baseadas em evidências e comprometidas com resultados. É evidente que não se trata mais de inovação, mas de cumprimento de uma política pública já vigente. Municípios organizados promovem saúde, eficiência e dignidade. O tempo da adaptação já passou. Agora é tempo de execução. Gestão eficiente economiza recursos e salva vidas.

(*) LIDIANE ABURAD é advogada e diretora administrativa do CPC Aburad Diagnóstico.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros