No encontro, Casares poderá se defender das acusações feitas no requerimento do processo. Ele é acusado de má gestão orçamentária, venda de atletas abaixo do valor de mercado e uso ilegal de camarote.
Depois, haverá a votação (secreta e apenas presencial). Para que seja aprovado, é preciso que o afastamento tenha voto favorável de maioria qualificada, dois terços do Conselho (177 votos). Isso iria impor um afastamento provisório do presidente.
Em até 30 dias após a votação do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios do clube deverá ser instituída para ratificar a decisão do Conselho Deliberativo. Nesta instância, basta maioria simples.
O procedimento foi aberto por um pedido com 57 assinaturas (o mínimo era de 50). Entre os opositores de Casares, há o entendimento de que será difícil conquistar os votos necessários, mesmo diante do desgaste político vivido pelo dirigente.
Um dos motivos é o momento em que a reunião irá ocorrer, em janeiro, com parte dos conselheiros fora de São Paulo. Olten tinha até o dia 23 para convocar a reunião, cumprindo prazo de 30 dias após o recebimento do pedido de afastamento.
Nesta terça-feira, Casares teve respaldo do Conselho Consultivo, que emitiu parecer contrário ao impeachment. Na prática, o documento não é determinante, mas serve para embasar a discussão dos votos.
Se Casares for afastado no Conselho e pela Assembleia, ele é também banido do clube. Já em caso de renúncia, ele se mantém no Conselho Consultivo. Essa última situação é semelhante ao que viveu o ex-presidente Carlos Miguel Aidar. Em 2015, ele deixou o cargo, sob acusações de desviar recursos do clube.
(Com Agência Estado)
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