Em nota divulgada pela assessoria do ministro, Wolney afirmou que permanecerá na pasta para priorizar o combate às fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e a redução das filas de atendimento. "A decisão atende a um pedido direto do presidente Lula para que o ministro priorize a continuidade da missão de cuidar dos nossos aposentados", diz o texto.
Wolney era cotado para concorrer a deputado federal por Pernambuco. O prazo para que ministros e outros ocupantes de cargos públicos se desincompatibilizem para disputar o pleito termina neste sábado, 4.
O ministro assumiu a Previdência em maio de 2025, após a saída de Carlos Lupi (PDT). Lupi deixou o cargo em meio ao escândalo de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS, investigado pela Polícia Federal. O esquema teria retirado cerca de R$ 6,3 bilhões de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024 por meio de descontos associativos não autorizados.
A CPMI criada no Congresso para investigar as fraudes encerrou os trabalhos na semana passada sem aprovar o relatório final. A base do governo rejeitou o texto que pedia o indiciamento de 216 pessoas, incluindo o ex-ministro Lupi.
Wolney foi deputado federal pelo PDT por seis mandatos consecutivos a partir de 1995. Não conseguiu se reeleger em 2022 e assumiu a secretaria-executiva da Previdência antes de ser alçado ao comando da pasta.
(Com Agência Estado)
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