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Política Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 16:32 - A | A

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 16h:32 - A | A

ROMBO DA EDUCAÇÃO

Paula Calil encaminha pedidos de CPIs à Procuradoria; órgão tem 48h para manifestação

Os requerimentos foram apresentados por Maysa Leão e Demilson Nogueira; pedido de vereadora foi recebeu o apoio de nove vereadores

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

A Câmara de Cuiabá emitiu nota confirmando o recebimento de dois pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suposto rombo de R$ 80 milhões na Secretaria de Educação após a denúncia do prefeito Abilio Brunini (PL). Os vereadores Maysa Leão (Republicanos) e Demilson Nogueira (PP) são os autores dos requerimentos. Maysa foi a única conseguir as nove assinaturas necessárias. No entanto, os dois pedidos foram encaminhados à Procuradoria-Geral do Legislativo.

LEIA MAIS: Vereadores cobram abertura de CPI para investigar rombo na Educação de Cuiabá

A Procuradoria vai emitir um parecer em até 48 horas sobre a legitimidade jurídica da documentação apresentação, recomendando ou não a abertura da CPI.

A presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL), reafirmou o "compromisso do Legislativo com a transparência, a legalidade e a apuração responsável de denúncias envolvendo recursos públicos".

Abilio denunciou o desvio de R$ 80 milhões para a compra de livros suspostamente editados por inteligência artificial. O vereador Ilde Taques (Podemos) formalizou a convocação do ex-secretário Amauri Monge para prestar esclarecimentos sobre o caso. Nesta quinta-feira (28), o ex-secretário compareceu à Câmara e negou as acusações, afirmando que Abilio fazia ilações.

O ex-secretário também disse que o prefeito usa o caso como "cortina de fumaça" para abafar "pedaladas" de R$ de 100 milhões no orçamento da Educação. Segundo ele, foi cumprido o mínimo de 25% de compras sob o valor do orçamento anual do Executivo, no entanto, o dinheiro não foi repassado por Abilio à Secretaria de Educação e os fornecedores não foram pagos.

Amauri também apontou R$ 25 milhões em dívidas à terceirizada responsável pela contratação das CADs (Cuidadoras de Alunos com Deficiência) correspondente a prestação de serviços dos meses outubro, novembro e dezembro.

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