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Política Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 15:33 - A | A

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 15h:33 - A | A

"PRECISA DE NÓS"

Após formação de diretório, Júlio promete guerra contra grupo de Mauro

Deputado estadual acusa ex-governador de "manobra" para inviabilizar candidatura de Jayme Campos ao Governo e promete usar maioria partidária como retaliação

BIANCA MORTELARO
Da redação

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou ter sido "pego de surpresa" com a composição do diretório executivo protocolada na Justiça Eleitoral, após a oficialização da Federação União Progressista, entre os partidos União Brasil e PP em Mato Grosso. Para Júlio, a movimentação é uma tentativa de inviabilizar a pré-candidatura de seu irmão, o senador Jayme Campos, ao Governo do Estado.

O deputado utilizou termos contundentes para descrever a situação política de Mendes, afirmando que o ex-governador estaria em uma posição vulnerável por depender do apoio do grupo dos Campos para homologar sua própria candidatura ao Senado.

“Nós vamos até o fim e vai ser guerra daqui para frente. Vamos usar todas as armas possíveis porque isso é um desaforo. Tem que ter a convenção porque temos que homologar os candidatos a deputados federais, estaduais, como o próprio senador Mauro Mendes também precisa ser homologado”, declarou Campos em entrevista à Rádio Cultura FM, nesta quinta-feira (28).

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Segundo Júlio, o grupo que lidera detém a maioria dos votos (33 de 53) necessários na convenção partidária, o que obrigaria Mendes a negociar.

"A Federação não homologa e quem indica são os partidos. O Mauro também tá na pica do Saci, porque ele precisa fazer a convenção porque ele é pré-candidato e nós, como maioria União Brasil, podemos não homologá-lo", garantiu o parlamentar.

Este novo embate amplia um histórico de tensões, já que Júlio Campos vinha tecendo críticas à postura de Mauro Mendes antes mesmo da definição do diretório. Em declarações anteriores, o deputado já havia acusado Mendes de exercer uma "petulância ditatorial" e de agir como se fosse "dono" do partido ao tentar impor a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo "goela abaixo", sem abrir debate interno com os filiados. Naquelas ocasiões, Júlio chegou a classificar os aliados de Mendes como uma "corja" e afirmou que aceitá-los na legenda foi um "erro grave".

LEIA MAIS: Júlio chama aliados de Mauro Mendes de “corja” e o acusa de impor Pivetta “goela abaixo”; veja vídeo

A atual estrutura da federação coloca Mauro Mendes na presidência e o ex-senador Cidinho Santos (PP) na vice-presidência, enquanto Júlio Campos foi alocado como suplente. O deputado alega que o acordo firmado anteriormente em Brasília com as presidências nacionais dos partidos foi descumprido, estranhando o isolamento de lideranças com mandato e a inclusão de nomes sem representatividade legislativa na comissão provisória.

Por fim, Júlio Campos alertou que a insistência em uma chapa majoritária imposta pode enfraquecer o União Brasil nas eleições de 2026, reduzindo significativamente o número de cadeiras conquistadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. O parlamentar defende que apenas uma candidatura própria e o diálogo com as bases partidárias podem garantir o crescimento da legenda no estado.

“Se tiver um político filiado em um dos partidos federados que tenha potencial para disputar o governo do Senado, tem que ter candidatura própria. Essa é a decisão de Brasília. Agora, hoje está tudo tumultuado, você não pode confiar mais nas coisas da decisão de Brasília, porque as negociações estão sendo por baixo dos assinantes, subterfúgio, mas nós estamos ainda confiantes”, concluiu.

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