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Política Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 09:36 - A | A

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 09h:36 - A | A

BANCO DE DADOS PÚBLICO

ALMT aprova criação de cadastro com foto e DNA de condenados por estupro

De autoria do deputado Gilberto Cattani (PL), o Projeto de Lei prevê a divulgação de fotos, nomes e tipificação penal de criminosos com sentença transitada em julgado

BIANCA MORTELARO
Da redação

O Projeto de Lei que cria o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro no estado de Mato Grosso foi aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (27). De autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), a proposta estabelece a criação de uma base de dados pública com informações de pessoas condenadas por estupro com sentença transitada em julgado.

O cadastro deverá conter nome completo, CPF, data de nascimento, fotografia, características físicas, identificação datiloscópica, DNA e a tipificação penal do crime cometido. Para Gilberto Cattani, a medida busca fortalecer a prevenção e permitir que a população tenha acesso a informações que possam evitar novos casos de violência sexual no estado.

“Com esse cadastro, com imagem dos monstros que cometem essas atrocidades, as pessoas comuns poderão pesquisar e saber quem é esse camarada que causa tanto mal às mulheres do estado de Mato Grosso”, disse o parlamentar.

Ao comentar a proposta, o deputado citou o caso de um criminoso envolvido em estupros e feminicídios em Sorriso, que já possuía antecedente por estupro em Lucas do Rio Verde. “Se ele estivesse em uma lista constando que já havia cometido esse crime, com certeza ele não teria sido contratado. Então isso é muito necessário para que a gente possa evitar esses crimes”, declarou.

Na justificativa do projeto, Cattani argumenta que a prevenção é uma das formas mais eficientes de combate à criminalidade e que o acesso à informação permite à sociedade se proteger e reduzir os riscos de reincidência.

“Precisamos de leis que realmente façam justiça às vítimas e isso só acontece quando o agressor é punido e quando a vítima não se sente injustiçada, ou seja, quando é assistida pelo Estado. Hoje nós temos o contrário: o Estado assistindo bandidos e as vítimas sendo jogadas ao léu. Temos que mudar isso”, pontuou.

Com a aprovação em segunda votação, o Projeto de Lei nº 1121/2025 segue agora para sanção do Governo do Estado.

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