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Política Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 08:17 - A | A

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 08h:17 - A | A

SEGUE PARA O SENADO

Projeto que acaba com escala 6x1 ganha apoio unânime de deputados de MT

Após apoiarem proposta alternativa de 10 anos de transição, os oito deputados federais de Mato Grosso votaram a favor do texto que extingue o regime 6x1 e prevê prazo de até 14 meses para adaptação

BIANCA MORTELARO
Da redação

A Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, nesta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extingue a escala 6x1, garantindo ao menos duas folgas remuneradas por semana. A decisão contou com o apoio unânime da bancada federal de Mato Grosso, que votou integralmente a favor da medida, prevendo uma transição gradual de até 14 meses para a implementação total do novo regime.

LEIA MAIS: Câmara aprova PEC que reduz jornada de trabalho para 40 horas e prevê fim da escala 6x1

A aprovação unânime dos parlamentares mato-grossenses marca uma mudança de postura em relação à semana anterior, quando seis dos oito deputados do estado assinaram uma proposta alternativa (PEC 221/2019) que buscava frear a redução imediata da carga horária. Aquele texto, visto como uma tentativa de travar o avanço da proposta atual, prevê uma prazo de transição muito mais longo, de dez anos, condicionando a mudança a metas de produtividade e oferecendo compensações fiscais aos empregadores, no que ficou conhecido como "bolsa patrão".

LEIA MAIS: Deputados de MT assinam PEC que dá 10 anos para fim da escala 6x1; veja nomes

Votaram favoravelmente à PEC aprovada nesta quarta-feira os deputados Coronel Assis (PL), Coronel Fernanda (PL), José Medeiros (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL), além de Emanuelzinho (PSD), Fabio Garcia (União), Juarez Costa (Republicanos) e Nelson Barbudo (Podemos). Na semana passada, Juarez Costa, Rodrigo da Zaeli, Nelson Barbudo, José Medeiros e Coronel Fernanda tinham subscrito a proposta de transição de dez anos, enquanto Fábio Garcia assinou a emenda para criação dos incentivos fiscais às empresas.

O texto que agora avança estabelece que a redução de quatro horas na jornada semanal ocorrerá em duas etapas: as primeiras duas horas serão retiradas até dois meses após a promulgação, e as outras duas em até 12 meses após a primeira fase.

A proposta mantém a possibilidade de compensação de horários via acordos coletivos, mas determina que normas incompatíveis com a nova jornada perderão a validade em 60 dias. Trabalhadores com curso superior e renda acima de R$ 21,1 mil não estarão sujeitos ao controle obrigatório de jornada.

A matéria, que teve origem em textos dos deputados Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG), ainda precisa passar por uma votação em segundo turno na Câmara antes de ser encaminhada para análise do Senado Federal. Caso seja definitivamente aprovada, a aplicação prática da nova escala ocorrerá de forma significativamente mais célere do que o plano de dez anos defendido anteriormente por parte da bancada mato-grossense.

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