Quinta-feira, 28 de Maio de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Política Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 14:29 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 14h:29 - A | A

APÓS DENÚNCIAS

Vereadores cobram abertura de CPI para investigar rombo na Educação de Cuiabá

Iniciativas individuais dos parlamentares ganham força na Câmara de Cuiabá após o prefeito suspender pagamentos milionários; ex-secretário vai ao Legislativo e nega irregularidades

BIANCA MORTELARO
Da redação

Os vereadores Demilson Nogueira (PP) e Maysa Leão (Republicanos) protocolaram, nesta quinta-feira (28), requerimentos para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar supostas irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Educação. Os pedidos de investigação foram formalizados individualmente pelos parlamentares.

A movimentação parlamentar ocorreu após o prefeito Abilio Brunini (PL) denunciar suspeitas de fraudes que podem ultrapassar R$ 70 milhões, envolvendo a aquisição de livros didáticos com preços elevados e indícios de produção por inteligência artificial. Enquanto a gestão municipal suspendeu pagamentos e acionou órgãos de controle, o ex-secretário da pasta, Amauri Monge, negou as acusações, classificando-as como "irresponsáveis".

LEIA MAIS: Prefeitura investiga contratos da Educação após suspeita de fraude milionária na aquisição de livros 

O requerimento de Maysa Leão propõe a "CPI dos Contratos da Educação", com um escopo amplo que abrange o período de 2021 a 2026, visando auditar desde a compra de materiais pedagógicos e uniformes até reformas estruturais e climatização de escolas. Já o documento de Demilson Nogueira foca especificamente na "CPI da Educação Materiais Didáticos e Livros", motivado pelas notícias de sobrepreço e possível dano ao erário na ordem de R$ 80 milhões.

A crise no setor educacional ganhou visibilidade após o prefeito da capital afirmar que auditorias internas identificaram compras excessivas e materiais que não correspondiam à complexidade técnica exigida nos pareceres. Abilio destacou a existência de livros que seriam pagos ao valor de R$ 800 por unidade e anunciou que o caso foi encaminhado aos órgãos fiscalizadores, como a Polícia Federal e o Ministério Público. Segundo Brunini, cerca de R$ 20 milhões já foram pagos antes da suspensão dos repasses.

LEIA MAIS: Amauri Monge nega empenho de R$ 80 milhões para compra de livros; veja vídeo

Em contrapartida, o ex-secretário de Educação, Amauri Monge, argumentou que durante os 12 meses em que esteve no cargo não houve formalização de processos de compra com esses valores e que o fluxo processual da prefeitura, que envolve as secretarias de Economia, a Procuradoria Geral e comissões de contratos, impediria a irregularidade.

A instalação da CPI agora depende do rito regimental da Casa de Leis. Caso aprovada, a comissão terá um prazo inicial de 120 dias para analisar contratos, realizar oitivas e diligências in loco nas unidades escolares, com o intuito de identificar responsáveis por eventuais atos de improbidade administrativa ou danos aos cofres públicos.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros