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Política Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 16:17 - A | A

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2026, 16h:17 - A | A

'DOBRADINHA'

Pré-candidata do PCdoB reivindica vaga para concorrer ao Senado após PT rifar Edna Sampaio

Pré-candidata do PCdoB comenta acordo costurado por Lula para apoiar Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) e cobra espaço para mulheres no palanque majoritário

BIANCA MORTELARO
Da redação

A pré-candidata do PCdoB ao Senado por Mato Grosso, Patrícia Nogueira, reafirmou a manutenção de seu nome na disputa majoritária e passou a reivindicar formalmente a vaga da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) para a câmara alta. A movimentação ocorre após a decisão da Executiva Nacional do PT de rifar a pré-candidatura da petista Edna Sampaio para priorizar o apoio à "dobradinha" entre o senador Carlos Fávaro (PSD) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

Segundo Nogueira, o PCdoB pretende levar o debate sobre a viabilidade de sua candidatura até as convenções partidárias, previstas para julho, sob o argumento de garantir a representatividade feminina no palanque majoritário da esquerda. A reivindicação da legenda surge como uma resposta direta ao rearranjo de forças conduzido pela cúpula nacional do PT, que orientou o palanque em Mato Grosso para seguir a aliança federal entre o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin, acomodando Fávaro e Taques.

Patrícia Nogueira destaca que, embora os partidos estejam unidos em federação, cada sigla preserva sua independência para propor nomes. Para ela, a ausência de uma mulher na chapa majoritária após a retirada de Edna Sampaio é um ponto crítico que o partido busca sanar.

“O PCdoB vai manter a nossa candidatura, nossa pré-candidatura ao Senado. Porque a gente ainda tem um espaço de muita discussão e a gente acredita que é muito importante ter uma mulher também, assim, mais mulheres no palanque das candidaturas majoritárias”, declarou Patrícia, em entrevista ao HNT.

LEIA MAIS: Nacional do PT rifa Edna e orienta apoio à 'dobradinha' entre Fávaro e Taques

A pré-candidata reforça que sua postulação foca em dar voz às mulheres trabalhadoras e debater políticas públicas específicas para o segmento.

“A gente acredita que a federação pode sim ter uma candidatura de mulheres que representem todas as outras, que são as mulheres trabalhadoras, as mulheres mães, estudantes, que façam um debate de como que a gente pode construir políticas públicas para as mulheres, que ajudem a pensar a segurança pública, combater o feminicídio”, afirmou Nogueira durante entrevista.

Por outro lado, o diretório nacional do PT e lideranças locais, como o professor Henrique Lopes, sinalizam que a palavra final sobre as alianças e chapas em Mato Grosso pertencerá à cúpula nacional, que vê o apoio a Fávaro como prioridade do presidente Lula.

O embate deve se estender até julho, quando as convenções selarão se o PCdoB conseguirá emplacar Nogueira ou se a federação seguirá integralmente a orientação de apoio aos nomes do PSD e PSB.

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