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Política Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026, 19:12 - A | A

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Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026, 19h:12 - A | A

"REDISTRIBUIÇÃO" DE APOIO

Mauro prevê migração de votos para Virgínia após saída de Fábio Garcia da disputa federal

Candidato ao Senado avalia que migração de apoios para a chapa de deputado federal é movimento natural após ida de Garcia para a vice de Otaviano Pivetta

BIANCA MORTELARO
Da redação/Do local

HNT

mauro mendes e virginia

O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (UB) afirmou que a saída do deputado Fábio Garcia (UB) da disputa pela Câmara Federal deve provocar uma “redistribuição” natural de votos entre os candidatos da base, incluindo sua esposa, Virgínia Mendes (UB). A movimentação ocorre após a consolidação da aliança entre o União Brasil e o Republicanos, que confirmou Garcia como candidato a vice-governador na chapa de reeleição de Otaviano Pivetta.

Diante da vacância deixada por Garcia na chapa de deputados federais, Mauro Mendes foi questionado sobre o impacto dessa mudança no apoio de prefeitos e lideranças à candidatura de Virgínia Mendes.

“Olha, é possível que haja uma redistribuição, não só com a Virgínia, mas com vários candidatos. O Fábio tinha um grande apoio, e é natural que alguns migrem para ela e vai migrar, com certeza. É natural também que haja uma redistribuição, com a afinidade que cada um tem aí com os seus colégios eleitorais e com o trabalho que cada um fez”, ressaltou Mendes, ao avaliar o cenário eleitoral durante a convenção do Republicanos, nesta terça-feira (4).

LEIA MAIS: Pivetta escolhe Fábio Garcia como vice e fecha chapa com União Brasil

O ex-gestor também ressaltou que a atuação prévia de Virgínia em áreas sociais pode facilitar essa migração de apoio nos municípios.

“A Virgínia, como voluntária, fez um grande trabalho na grande maioria dos municípios e ela já tinha o apoio de muitos desses prefeitos já, ou até de primeiras damas, de assistentes sociais, onde ela teve o maior trabalho como voluntária ao longo desses últimos anos”, completou.

Apesar da expectativa de transferência de votos, o candidato evitou fazer previsões sobre o desempenho final nas urnas. Quando questionado se a esposa poderia ser a candidata mais votada do União Brasil, ele manteve a cautela: “É difícil fazer esse prognóstico. Eu particularmente não gosto muito disso, eu não faço prognóstico como nunca fiz”.

A movimentação do grupo ocorre após a convenção estadual do União Brasil, onde o grupo liderado por Mauro Mendes venceu o embate interno contra o senador Jayme Campos. Por 30 votos a 19, os convencionais decidiram pela coligação com Pivetta em vez de lançar candidatura própria ao Governo, o que culminou na indicação de Fábio Garcia para a vaga de vice.

O processo foi marcado por tensões, com apoiadores de Jayme protestando contra Mendes durante a leitura do resultado. Com a chapa majoritária definida, a estratégia agora se volta para a eleição proporcional, onde a saída de Garcia da disputa direta por uma cadeira no Congresso Nacional abre espaço para que outros nomes do partido, como Virgínia Mendes, busquem consolidar as bases eleitorais antes lideradas pelo agora candidato a vice-governador.

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