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Política Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026, 16:03 - A | A

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Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026, 16h:03 - A | A

AUTONOMIA E TRAJETÓRIA

"Não sou filha de Riva, nem nora de Wellington", dispara Janaina ao defender candidatura

Em discurso na convenção do MDB, deputada estadual desvincula sua trajetória das figuras do pai e do sogro, detalha bastidores de apreensão e formaliza aliança para o Senado ao lado de Wellington Fagundes

BIANCA MORTELARO e GABRIEL BARBOSA
Da redação/Do local

HNT

DISCURSO JANAINA.jpeg

A deputada estadual, presidente do MDB e candidata ao Senado, Janaina Riva, utilizou o palco da convenção estadual do seu partido para reafirmar a autonomia de sua trajetória política e selar definitivamente a coligação com o PL, encabeçada pelo seu sogro, o senador Wellington Fagundes. Durante o evento, que contou com a presença de lideranças bolsonaristas, a parlamentar buscou desvincular sua imagem das figuras do pai, o ex-deputado José Riva, e do próprio sogro, ao mesmo tempo em que declarou compromisso com a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Ao discursar para a militância emedebista, Janaina enfatizou que sua ascensão ao projeto majoritário é fruto de mérito próprio e de articulações construídas ao longo de seus mandatos.

“A minha história não foi escrita como filha de Riva, como nora de Wellington, a minha história é de Janaina Riva. Eu construí, eu forjei, construí alianças, fiz amizades, eu fiz relacionamento e ao invés de quebrar pontes, eu construí pontes ao lado dos meus aliados”, destacou Janaina, nesta terça-feira (4).

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A parlamentar também revelou os bastidores de tensão e o desgaste pessoal enfrentado durante as negociações para a viabilização de sua candidatura ao Senado. Janaina descreveu o período de incertezas que precedeu a oficialização da "dobradinha" com o deputado federal José Medeiros (PL), detalhando o impacto emocional do processo.

“Eu pedi pra ele todos os dias, meu Deus, me abra um partido, uma coligação pra eu ser candidata. O senhor nunca me deixou, não me deixe agora nesse momento tão difícil da minha vida. Eu tô quase pele e osso, minha mãe tá brava comigo, diz que eu tô com medo, mas era tanto nervosismo, tanta ansiedade, que eu não sabia como eu chegaria até aqui. Mas cheguei, e cheguei fortalecida, protegida com os servidores, com o povo e com as mulheres de Mato Grosso”, desabafou a deputado.

A consolidação da aliança foi sacramentada por meio de um acordo com a executiva nacional do PL, presidida por Valdemar Costa Neto. O apoio do MDB à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro foi uma das condições centrais para que a composição fosse aceita pela cúpula bolsonarista, superando resistências internas na legenda de Wellington Fagundes.

“Nós vamos trabalhar para eleger você, Wellington. E estendo, dizendo a você, o que eu falei para Valdemar Costa Neto, meu compromisso é com você e com Flávio Bolsonaro também. Pode contar comigo, porque eu agradeço mesmo o PL por ter estendido a mão quando eu precisei e a partir de hoje, nós vamos estar nessa caminhada juntos, não porque você é meu sogro, não porque eu sou sua nora, é porque você foi escolhido para ser governador pelo PL e eu fui escolhida para ser senadora pelo MDB”, concluiu.

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O desfecho desta aliança alterou significativamente o xadrez eleitoral em Mato Grosso. Ao migrar para o palanque de Wellington Fagundes, o MDB de Janaina Riva deixou oficialmente o arco de apoio do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A mudança encerrou meses de especulações que apontavam a deputada como o nome favorito para ocupar a vaga de vice na chapa de Pivetta.

Embora a composição tenha recebido o aval nacional, ela ainda enfrenta focos de resistência de setores do "bolsonarismo raiz", como o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que mantém críticas à entrada do MDB na chapa majoritária.

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