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Política Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026, 11:52 - A | A

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Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026, 11h:52 - A | A

FORA DO PALANQUE

Abilio prevê derrota de WF e dispara: "quanto mais juntar porcaria, mais perde"

Prefeito de Cuiabá rotula aliança de "erro estratégico", afirma que grupo "não ganha eleição" e reitera que sua campanha focarão apenas em Flávio Bolsonaro, José Medeiros e Samantha Iris

BIANCA MORTELARO
Da redação/Do local

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ABILIO BRUNINI HNT.jpeg

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) realizou um prognóstico de derrota à recente articulação política que uniu o candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o senador Jayme Campos (UB). Nesta quarta-feira (5), Abilio afirmou que “esse grupo não ganha eleição". Segundo o prefeito a união de forças tradicionais é um "erro" estratégico.

Abilio, que se recusa a prestar apoio público a Wellington, expôs a ferida aberta no palanque bolsonarista. O prefeito relembrou que a aliança reúne reúne lideranças derrotadas pelo PL em eleições recentes, inclusive em cidades-chave como Cuiabá e Várzea Grande. Para Abilio, a tentativa de inflar a aceitação da chapa com "robôs" e assessores na internet não esconderá a rejeição popular que, segundo ele, garantirá a derrota do grupo nas urnas.

 

“É um erro, eu falo pra você, esse grupo não ganha eleição. É um erro juntar Jayme, Riva, Emanuel, não ganha eleição. Isso é uma prova muito clara. Não ganhou em Cuiabá, não ganhou em Várzea Grande, não ganhou em Rondonópolis, não ganhou em Primavera. E não ganhará o Governo do Estado do Mato Grosso. Quanto mais juntar porcaria num grupo só, menos chance tem de ganhar. Se a intenção é perder, continua juntando essa turma toda ai”, disparou Brunini, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (5).

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A insatisfação de Abilio ocorre em um momento de consolidação da chapa majoritária, que formalizou a "dobradinha" ao Senado entre a emedebista Janaina Riva e o deputado federal José Medeiros (PL). Para o prefeito, a união de figuras tradicionais da política mato-grossense ignora o histórico recente de derrotas em polos municipais estratégicos.

Além da avaliação negativa, Abilio denunciou a presença de perfis falsos e assessores tentando inflar a aceitação da aliança na internet, afirmando que a rejeição popular é real e não pode ser mascarada.

“E não adianta botar assessor em matéria pra ficar comentando, não adianta ficar contratando robôzinho. Você vai ver aí vários comentários nos veículos perfil fake, assessor de deputado, pode reclamar o que for. O povo não quer mais essa turma no poder. E se eles acham que vão se juntar para tentar voltar ao poder, não vai dar certo. Vão perder e quanto mais juntar porcaria no mesmo grupo, vai perder”, destacou.

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O distanciamento de Abilio não se restringe às críticas verbais, o gestor reiterou que sua fidelidade partidária é restrita a nomes específicos como a de sua esposa, a vereadora e candidata a deputada estadual Samantha Iris (PL), excluindo qualquer proximidade com o MDB.

“Eu não vou subir [em palanque] onde estiver o MDB. E ontem minha decisão ficou mais tomada ainda. A classe política está se reunindo num grupo e eu não estou com esse grupo e não vou subir nesse grupo. Onde está Jayme, MDB? Eu não entro nisso daí, eu já deixei claro para o presidente Valdemar. Falei, presidente, minha campanha neste ano vai ser Flávio Bolsonaro, José Medeiros, nossos federais, nossos estaduais, em especial a campanha da minha esposa Samantha Iris”.

Os impasses gerados por essa aliança revelam uma divisão na direita mato-grossense. Enquanto a convenção do MDB celebrou o apoio "incondicional e irrestrito" de Jayme Campos e contou com a presença de bolsonaristas como a deputada federal Coronel Fernanda (PL) e o vereador Rafael Ranalli (PL), Abilio Brunini representa a ala que resiste à composição.

A executiva nacional do PL, sob Valdemar Costa Neto, chegou a emitir uma nota determinando apoio exclusivo a Wellington Fagundes, classificando a fidelidade à chapa própria como um compromisso partidário. No entanto, a postura de Abilio evidencia que a unidade desejada pela liderança do partido enfrenta focos de resistência que podem fragmentar a base bolsonarista durante a campanha.

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