Mato Grosso figura entre os estados com as maiores remunerações das forças de segurança pública do Brasil, de acordo com o relatório Raio-X das Forças de Segurança, divulgado nesta terça-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Estado aparece entre os cinco melhores salários para policiais civis e militares e lidera o ranking nacional na remuneração média dos oficiais da Polícia Militar.
Segundo o levantamento, a Polícia Civil de Mato Grosso ocupa a terceira posição entre as maiores remunerações do país, com salário bruto médio de R$ 20.476,79. O Estado fica atrás apenas do Tocantins, com R$ 21.229,81, e do Amazonas, que lidera o ranking com R$ 26.824,02.
Na Polícia Militar, Mato Grosso aparece na quarta colocação nacional, com remuneração bruta média de R$ 14.023,53. À frente estão Goiás (R$ 15.687,47), Distrito Federal (R$ 14.427,87) e Tocantins (R$ 14.108,50).
O estudo também destaca que Mato Grosso ocupa a primeira posição do país quando são considerados exclusivamente os oficiais da Polícia Militar. Nesse grupo, a remuneração bruta média é de R$ 31.153,16, a maior entre todas as unidades da federação.
Entre os praças da PM, o Estado aparece em terceiro lugar, com rendimento médio bruto de R$ 12.746,56, atrás apenas de Goiás e do Distrito Federal.
Na Polícia Civil, os delegados e investigadores mato-grossenses também figuram entre os mais bem remunerados do Brasil. Os delegados recebem, em média, R$ 37.751,89, enquanto os investigadores têm remuneração bruta média de R$ 19.723,95, ambos na terceira posição nacional. Já os escrivães ocupam o segundo lugar no ranking, com salário médio de R$ 19.471,70.
O levantamento aponta ainda que os menores salários médios da Polícia Militar e da Polícia Civil são registrados no Piauí e em Minas Gerais, respectivamente. Os policiais militares piauienses recebem, em média, R$ 6.648,84, enquanto os policiais civis mineiros têm remuneração bruta média de R$ 12.195,03.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o cálculo considera a remuneração bruta dos servidores, sem os descontos em folha de pagamento. Para chegar aos valores médios, foram incluídos todos os cargos da Polícia Civil, como delegados, investigadores e escrivães, além de todas as patentes da Polícia Militar, desde alunos e soldados até coronéis.
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